A PF investiga advogado amigo de Flávio Bolsonaro em uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. A ofensiva foi deflagrada nesta terça-feira (4) e cumpriu mandados autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os alvos está o advogado Willer Tomaz, apontado como amigo pessoal do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A operação também atingiu familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado.
Segundo a Polícia Federal, a investigação busca esclarecer suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao esquema que teria causado prejuízos estimados em R$ 6,3 bilhões por meio de descontos indevidos em benefícios previdenciários.
De acordo com os investigadores, há indícios de movimentações financeiras realizadas por meio de empresas, contas bancárias de terceiros e operações em dinheiro vivo, mecanismos que teriam sido utilizados para ocultar a origem e o destino dos recursos.
A defesa de Willer Tomaz afirmou, em nota, que o advogado não é investigado por participação nas fraudes do INSS e que foi alvo da operação apenas por ser proprietário de uma aeronave utilizada em caráter particular pelo senador Weverton Rocha em uma viagem já conhecida publicamente.
O advogado declarou ainda que não possui qualquer vínculo com o esquema investigado e que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
A nova etapa da Operação Sem Desconto concentra esforços para rastrear a movimentação financeira do grupo investigado e identificar possíveis beneficiários do esquema.

