A Polícia Federal negou a autenticidade do documento divulgado pelo deputado federal Nikolas Ferreira, que afirmava não haver indícios de crime nas conversas dele com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A publicação ocorreu após a divulgação de áudios e mensagens envolvendo Nikolas e o banqueiro. Em nota, a PF afirmou que não produziu o relatório atribuído à instituição.
Segundo as checagens realizadas, a peça tentava reproduzir uma página de um relatório da PF e afirmava que a relação entre Nikolas e Vorcaro teria caráter apenas “pessoal e profissional”, sem elementos suficientes para justificar uma investigação contra o deputado.
O material apresenta diversas inconsistências, entre elas diferenças no símbolo atribuído à Polícia Federal, erros de português, falhas na numeração dos tópicos e datas incompatíveis.
Uma ferramenta de verificação também identificou no arquivo uma marca digital associada a conteúdo gerado ou modificado por inteligência artificial.
Além disso, existem divergências entre as mensagens descritas na montagem e os conteúdos que foram efetivamente divulgados. A página do relatório verdadeiro mencionada no documento falso também não apresenta as referências atribuídas às conversas entre Nikolas e Vorcaro.
O episódio ocorreu após a publicação de mensagens e áudios em que Nikolas aparece mantendo contato com Vorcaro. Em uma das conversas divulgadas, o deputado pede ajuda relacionada à liberação de um ativo de minério.
Nikolas negou irregularidades e compartilhou o suposto relatório em seu perfil no Instagram. Após o documento ser apontado como falso, a assessoria do deputado afirmou que ele não sabia que o material era falso e que apenas havia republicado um conteúdo originalmente divulgado por outro portal.

