Um pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) foi resgatado, na tarde desta terça-feira (8/9), em Ilhabela, litoral norte de São Paulo, por uma equipe do Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha. O animal, que tem 1.890 kg, estava encalhado na Praia do Perequê.
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Pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) foi resgatado na Praia do Perequê, em Ilhabela
Divulgação/Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha2 de 2
Pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) foi resgatado na Praia do Perequê, em Ilhabela
Divulgação/Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha
Após o resgate, o pinguim foi encaminhado à Unidade de Estabilização do Instituto Argonauta, em São Sebastião. O animal passou por avaliação clínica, onde recebeu os primeiros atendimentos veterinários. Segundo as primeiras avaliações, ele apresenta problemas respiratórios e baixa temperatura corporal. O pinguim permanecerá na unidade para fazer exames e receber os cuidados necessários.
Jornada migratória dos pinguins
Segundo o Instituto Argonauta, o animal resgatado é um pinguim-de-Magalhães juvenil. Nesta época do ano, é comum a chegada desses animais ao litoral brasileiro durante a migração realizada a partir das áreas de reprodução na Patagônia, na Argentina e no Chile.
Os pinguins jovens, de acordo com os pesquisadores do instituto, são os mais frequentemente encontrados nas praias, pois ainda possuem pouca experiência para
enfrentar a longa jornada migratória e, muitas vezes, não conseguem acompanhar o grupo. Quando isso acontece e são resgatados, esses animais chegam debilitados, com baixo escore corporal e necessitando de atendimento especializado.
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A recomendação para a população no caso de um avistamento de pinguim ou qualquer outro animal marinho debilitado, ferido ou encalhado na praia é não tentar devolvê-lo ao mar, oferecer alimento ou água ou realizar qualquer tipo de manejo. “A orientação é manter distância, evitar aglomerações, afastar animais domésticos e acionar imediatamente a equipe especializada para que o atendimento seja realizado de forma segura”, diz o Instituto Argonauta.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Angélica Sales.

