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PL aposta em “fator Tarcísio” para aliança nacional com Republicanos

PL aposta em “fator Tarcísio” para aliança nacional com Republicanos
Foto: Alesp

A aposta se fundamenta na importância da candidatura de Tarcísio à reeleição no maior estado do país para o Republicanos. No PL paulista, o partido do governador é visto como um aliado fiel, mas não se descarta algum tipo de desconforto na aliança estadual, caso os partidos não firmem um acordo nacional.

Dez dias atrás, o deputado federal Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, negou publicamente o acordo com o PL nas eleições presidenciais e disse que se incomodou com a circulação da tese de que ele teria condicionado o apoio a Flávio a uma indicação no Supremo Tribunal Federal (STF) caso o filho 01 fosse eleito.

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O Republicanos teve três ministérios no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e mais de 80% dos filiados não aprovam uma aliança com o PL em plano nacional.

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do Metrópoles SP

Em Pernambuco, por exemplo, estado do ex-ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho (Republicanos), o partido do Centrão anunciou aliança com João Campos, candidato ao governo pelo PSB, partido do vice de Lula, Geraldo Alckmin. Carlos Costa, irmão de Costa Filho, será vice de Campos.

Conflitos regionais

A aliança entre PL e Republicanos esbarra, principalmente, no Centro-Oeste e Norte, onde ambos os partidos têm pré-candidatos em Mato Grosso e Roraima.

No Mato Grosso, o PL não quer abrir mão da candidatura de Wellington Fagundes, enquanto o Republicanos quer seguir com Otaviano Pivetta, atual governador e pré-candidato à reeleição.

Já em Roraima, Arthur Henrique (PL) e Soldado Sampaio (Republicanos) se engalfinharam no mês passado em eleição suplementar — Henrique venceu de Sampaio, então governador interino.

Em Minas Gerais e no Espírito Santo, estados do Sudeste que também estavam com impasses, estão perto de uma solução. No estado mineiro, o PL deve apoiar o senador Cleitinho, do Republicanos, na corrida ao governo estadual.

A filha do senador Magno Malta, Maguinha Malta (PL), deve receber o apoio do Republicanos. Enquanto o partido de Flávio Bolsonaro deverá apoiar o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini, que é pré-candidato ao governo capixaba.

Propaganda eleitoral

A aliança com o Republicanos é particularmente importante para o PL ultrapassar o PT em tempo de televisão na propaganda eleitoral obrigatória de rádio e tv.

Com o Republicanos na coligação, Flávio terá 5 minutos e 16 segundos na grade de programação todos os dias, enquanto Lula teria 4 minutos e 51 segundos. Sem a aliança do partido, o pré-candidato do PL teria 4 minutos e 20 segundos de propaganda eleitoral. Já o petista, pularia para 5 minutos e 32 segundos.

No PL, o período de exposição no rádio e televisão é uma esperança de desidratação da campanha de Lula. Integrantes do partido, em conversa com o Metrópoles, dizem que, em 2022, o petista perdeu pontos na época da propaganda eleitoral, e esperam repetir a dose neste ano.

Na pesquisa Genial/Quaest divulgada na semana passada, Lula apareceu com 47% das intenções de voto contra 37% de Flávio.

Flávio e a federação União-PP

O apoio da federação União-Progressista, que compreende o União Brasil e o Partido Progressistas (PP), é vista como mais difícil para Flávio. Embora, regionalmente, o PL e a federação estejam coligados.

É o caso de São Paulo, onde Flávio está aliado com o candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP). O pré-candidato do PL à Presidência foi à convenção estadual da federação, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) na segunda-feira (20/7), como gesto de estreitamento.

O problema é que a maioria dos pré-candidatos da federação defendem a neutralidade do partido para não atrapalhar as eleições de deputados e senadores, principalmente, no Nordeste, região onde Lula lidera com conforto nas sondagens eleitorais.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Ramiro Brites.

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