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“Positivo indesejado”: polícia do Rio mira venda de abortivos pela web

“Positivo indesejado”: polícia do Rio mira venda de abortivos pela web
PCERJ/Divulgação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta quarta-feira (9/9), uma operação contra um grupo investigado por usar redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar e comercializar clandestinamente medicamentos abortivos. Cinco pessoas são alvo de mandados de busca e apreensão na Zona Oeste da capital.

Batizada de Operação Anjo Caído, a ação é conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCI). Os mandados são cumpridos nos bairros de Campo Grande e Cosmos.

Segundo a investigação, perfis nas redes sociais eram utilizados para publicar conteúdos sobre interrupção da gravidez e atrair possíveis compradoras. Depois do primeiro contato, as interessadas eram direcionadas para canais privados de atendimento, nos quais os medicamentos seriam negociados.

Em uma das contas investigadas, policiais localizaram vídeos com títulos como “Como fazer um aborto seguro” e “Ajuda com positivo indesejado”. As publicações continham formas de direcionar as usuárias para o atendimento.

A DRCI identificou o uso de diferentes contas, linhas telefônicas e dispositivos eletrônicos que, segundo a investigação, mantinham conexões entre si.

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da Coluna Mirelle Pinheiro

A suspeita é de que a multiplicidade de perfis e identidades digitais fosse utilizada para dificultar a identificação de quem estava por trás da comercialização.

Para chegar aos cinco alvos, os investigadores solicitaram informações a empresas de tecnologia e operadoras de telefonia. Foram analisados dados cadastrais, registros de conexão, celulares, linhas telefônicas, contas digitais e outras informações relacionadas à atividade investigada.

De acordo com a Polícia Civil, o cruzamento dos dados permitiu estabelecer vínculos entre os investigados, os números de telefone, dispositivos e endereços usados.

Com os elementos reunidos, a DRCI pediu à Justiça autorização para realizar buscas nos endereços relacionados aos alvos.

Os policiais procuram celulares, computadores, mídias e documentos que possam ajudar a identificar como funcionava a comercialização e qual teria sido a participação de cada investigado.

Além da venda clandestina dos medicamentos, a investigação apura possíveis crimes de incitação e apologia ao crime, falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Mirelle Pinheiro.

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