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Preço da soja sobe e atinge maior cotação de 2026 com demanda da China

Preço da soja atinge maior cotação de 2026 no Porto de Paranaguá.

Preço da soja atinge maior cotação de 2026 no Porto de Paranaguá.

O preço da soja no Brasil atingiu, nesta segunda-feira (20), o maior patamar registrado em 2026. A saca de 60 quilos foi negociada a R$ 142,65 no Porto de Paranaguá (PR), com alta diária de 1,16%, segundo dados do mercado.

Com o novo avanço, a valorização acumulada do grão em julho chegou a 6,79%, refletindo o cenário favorável das exportações brasileiras durante o período de entressafra.

Mercado internacional impulsiona preços

A valorização da soja acompanha dois fatores que influenciaram o mercado global.

O primeiro foi a alta do petróleo, que fortaleceu os preços das commodities utilizadas na produção de biocombustíveis. Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o dia em alta, com avanço de 1,78% para o vencimento de agosto e 1,93% para novembro.

O segundo fator foi o aumento das compras da China.

China amplia importações da soja brasileira

Dados da Administração Geral das Alfândegas da China mostram que o país importou 12,08 milhões de toneladas de soja brasileira em junho, crescimento de 13,7% em relação ao mesmo período de 2025.

Enquanto isso, as compras de soja dos Estados Unidos caíram 20%, passando de 1,6 milhão para 1,27 milhão de toneladas no mesmo comparativo.

No acumulado do primeiro semestre de 2026, as importações chinesas de soja norte-americana recuaram 42,4%, totalizando 9,31 milhões de toneladas. Já as aquisições do Brasil cresceram 9,1%, alcançando 34,75 milhões de toneladas.

Segundo semestre pode trazer mudanças

Apesar do momento favorável para o produto brasileiro, a consultoria Biond Agro avalia que o cenário poderá mudar no segundo semestre.

Com o avanço da colheita da nova safra nos Estados Unidos, o país tende a ampliar sua participação nas exportações globais. Segundo a análise, novas compras chinesas da produção norte-americana poderão sustentar as cotações internacionais, principalmente caso ocorram revisões para baixo nas estimativas de produtividade da safra.

Por Allyson Barros

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