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Prédio mais antigo do Acre corre risco de desaparecer; veja o que aconteceu

O prédio mais antigo do Acre corre risco de desaparecer após anos de abandono e falta de manutenção. O histórico Instituto Santa Juliana, em Sena Madureira, está fechado desde 2014 e apresenta sinais de deterioração, aumentando a preocupação de moradores com a preservação do patrimônio.

Fundado em 7 de setembro de 1922 e inaugurado oficialmente em 1923, o Instituto Santa Juliana foi administrado inicialmente pela Igreja Católica e recebeu meninas órfãs vindas de seringais da região do Purus. O espaço também se tornou um importante centro de educação formal do município.

Ao longo das décadas, o prédio marcou gerações de famílias de Sena Madureira e funcionou como tradicional colégio. Posteriormente, após parceria com o Governo do Estado, passou a operar como escola estadual. Pela relevância histórica e cultural, o imóvel foi tombado como patrimônio histórico e cultural do Acre.

Abandono preocupa moradores

Desde o encerramento das atividades escolares, em 2014, o cenário mudou. Sem manutenção adequada, o prédio permanece fechado e sofre com a ação do tempo. A situação preocupa moradores, que temem que a deterioração avance a ponto de comprometer definitivamente a estrutura.

A recuperação do Instituto Santa Juliana poderia transformar o espaço em um ponto de visitação histórica e cultural, preservando sua arquitetura e permitindo que moradores e turistas conheçam parte da história de Sena Madureira.

Uma possível parceria entre a Igreja e o poder público é apontada como alternativa para viabilizar a revitalização. A preocupação central é evitar que a deterioração chegue a uma situação irreversível.

Preservar o Instituto Santa Juliana significa preservar também a memória de Sena Madureira. A eventual perda do imóvel representaria não apenas o desaparecimento de uma construção centenária, mas de um importante capítulo da história do município e do Acre.

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