Ícone do site YacoNews

Prefeitura vai recorrer após Justiça mandar liberar Uber moto em SP

Prefeitura vai recorrer após Justiça mandar liberar Uber moto em SP
Reprodução/Getty Images

5 imagens1 de 5

Mototáxi

Paulo Pinto/Agência Brasil2 de 5

Ponto de mototáxi em Perus, zona norte

Bruno Ribeiro/Metrópoles3 de 5

Entidade apontou que exigência inviabilizava autorização para empresas interessadas no serviço

Reprodução/Getty Images4 de 5

Mototáxi na zona sul de São Paulo

William Cardoso/Metrópoles5 de 5Instagram/Reprodução

Em um vídeo enviado à reportagem, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que a administração havia colocado regras para ter um sistema de transporte seguro, mas que “a Uber insiste em não atender aquilo que foi solicitado”. Nunes ressaltou que, somente no ano passado, “foram 475 vidas perdidas por acidentes de moto”.

“No Lucy Montoro, que é um grande centro de reabilitação, mais da metade dos casos que entram lá são provenientes de acidente de moto. Dessas pessoas, 58% ficaram paraplégicos e 20% tiveram amputação. Olha a gravidade que é o transporte de moto na cidade. Imagine o transporte de moto com uma pessoa na garupa, que a gente sabe que, pela própria lei da física, quando você põe alguém na garupa, a moto tem menos estabilidade, portanto, é altamente perigoso”, destacou o prefeito.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo acrescentou que “o município permanecerá defendendo a vida”. A Procuradoria Geral do Município informou que a gestão ainda não foi notificada da decisão e, assim que isso ocorrer, estudará as medidas cabíveis.

Procurada pelo Metrópoles, a Uber afirmou que a decisão judicial destaca “confirma a legalidade da sua operação e reafirma seu compromisso com a segurança de usuários e parceiros, que contam com Seguro de Acidentes Pessoais em todas as viagens realizadas pela plataforma. A empresa seguirá trabalhando para ampliar as opções de mobilidade para os paulistanos, oferecendo uma alternativa eficiente, acessível e já consolidada em diversas metrópoles brasileiras”.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles SP

A disputa pela liberação das corridas por mototáxi em São Paulo se tornou uma verdadeira novela entre a administração da cidade e as empresas que fornecem o serviço. Na semana passada, a prefeitura e o Comitê Municipal de Uso do Viário haviam rejeitado, mais uma vez, um pedido da Uber para operar o serviço. O argumento era de que a empresa “não teria apresentado documento que comprovasse o requisito de contratação de seguro de acidentes pessoais, conforme previsto na legislação”.

Em resposta, a companhia disse ter recebido com estranheza a decisão da administração municipal. “A deliberação é mais uma tentativa desesperada da prefeitura em tentar barrar o transporte de passageiros por motocicletas na cidade, e contraria não apenas a decisão do STF, mas também a recente sentença do Tribunal de Justiça de São Paulo”.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todasVer todas as newsletters

Essa foi a segunda negativa somente em 2026. Em abril, a gestão Nunes rejeitou o pedido de credenciamento feito pela empresa, também por falta de documentação.

Em janeiro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar que suspendia trechos de uma lei e de um decreto do município de São Paulo que impunham condições para o exercício do transporte remunerado privado de passageiros em motocicletas por meio de aplicativos.

Briga na Justiça


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Guilherme Bianchi.

Sair da versão mobile