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Preservativo interno: médico explica como usar método no sexo anal

Preservativo interno: médico explica como usar método no sexo anal
Peter Dazeley/Getty Images

Embora o preservativo convencional seja muito conhecido, poucas pessoas sabem que existe um modelo interno que também pode ser usado no sexo anal. A possibilidade, inclusive, é descrita pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), já que o produto cria uma barreira entre o pênis e a mucosa do canal anal e do reto. Ainda assim, é importante avaliar a real eficácia na prevenção de determinadas ISTs.

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Ao Metrópoles, o médico coloproctologista Danilo Munhóz destaca que, apesar do uso ser reconhecido como estratégia de prevenção, vale ressaltar que ainda não é possível determinar com precisão o grau de proteção contra HIV e outras infecções. “Portanto, ele é uma alternativa de barreira válida, mas ainda temos menos estudos específicos sobre sua eficácia no anal do que temos para o preservativo externo”, comenta.

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Como utilizar

Para fazer o uso correto do produto, o especialista deixa algumas recomendações:

Proteção ideal garante ainda mais prazer no sexo

“Um dos mitos mais comuns é imaginar que usar dois preservativos aumenta a segurança. Na prática, acontece justamente o contrário. O preservativo interno não deve ser utilizado simultaneamente com um preservativo externo, porque o atrito entre as duas barreiras pode provocar deslocamento ou rompimento”, alerta.

Riscos de uso incorreto

Danilo também alerta para os riscos envolvidos e orienta sobre como agir em casos de rompimento, vazamento, deslocamento ou exposição sexual.

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Por ser uma região sensível, a mucosa anal está sujeita a escoriações e fissuras que, além de causarem dor e desconforto, comprometem a barreira natural de proteção do corpo. Consequentemente, essa vulnerabilidade aumenta o risco de contrair ISTs, como o HIV.

Ao ser exposto, é essencial buscar atendimento

“A orientação é procurar um serviço de saúde rapidamente. No Brasil, a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), pode ser indicada após uma relação desprotegida ou falha do preservativo e deve ser iniciada o mais precocemente possível, no máximo até 72 horas após a exposição. O atendimento também permite avaliar a necessidade de testes para outras IST e a situação vacinal para hepatites e HPV”, encerra.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Julia de Mesquita.

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