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Primeiro debate presidencial de 2026 tem Caiado, Renan Santos e Cury

Primeiro debate presidencial de 2026 reúne Caiado, Renan Santos e Augusto Cury

Caiado, Renan Santos e Augusto Cury participaram do encontro, marcado por discussões sobre segurança pública, trabalho, agronegócio e relações internacionais.

O primeiro debate presidencial presencial das eleições de 2026 foi realizado neste domingo (23), pela Band, com a participação de Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

O encontro ocorreu em meio às ausências do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e de Romeu Zema (Novo), que desistiu de participar horas antes do debate.

A ausência de Lula se tornou um dos assuntos explorados pelos candidatos presentes, especialmente durante as discussões sobre a escala de trabalho 6×1 e as políticas do governo federal.

O debate também foi marcado por confrontos envolvendo segurança pública, combate ao crime organizado, relações entre Brasil e Estados Unidos, agronegócio, diplomacia e mercado de trabalho.

Caiado critica governo Lula e defende autonomia dos estados na segurança

Um dos primeiros temas discutidos foi a segurança pública.

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado foi questionado sobre sua defesa de que os estados tenham maior autonomia na gestão da segurança e sobre o uso de câmeras corporais por policiais militares.

Caiado aproveitou a oportunidade para criticar o governo Lula e acusá-lo de adotar uma postura inadequada diante das organizações criminosas.

O candidato afirmou que o atual governo seria conivente com facções e defendeu uma política de maior integração entre as forças de segurança.

Entre as medidas apresentadas por Caiado estão o uso de inteligência artificial, treinamento dos batalhões, integração das forças policiais e fortalecimento da autoridade dos governadores.

O candidato também defendeu a PEC da Segurança Pública, atualmente em tramitação no Senado.

Renan Santos defende política nacional contra o crime organizado

Na resposta a Caiado, Renan Santos, candidato do Missão, afirmou que o governo federal deveria ter maior controle sobre uma política nacional de combate ao crime organizado.

O candidato voltou a defender a possibilidade de intervenção federal em estados que, segundo sua proposta, não cooperarem com uma política nacional de segurança pública.

Renan citou estados como Rio de Janeiro, Ceará e Bahia como exemplos de locais onde poderia haver intervenção caso os governos estaduais não aderissem às medidas propostas.

Segundo o candidato, o objetivo seria estabelecer uma estratégia nacional de enfrentamento às organizações criminosas.

Caiado promete ampliar presídios federais

Caiado também apresentou uma proposta de construção de 40 presídios federais.

Na avaliação do candidato, parte do problema do sistema penitenciário está relacionada à presença de integrantes de facções criminosas em unidades estaduais.

Ele argumentou que o combate a esses grupos deveria contar com maior participação do governo federal.

Caiado também citou medidas adotadas durante sua gestão em Goiás, como monitoramento, scanners corporais e medidas de controle dentro dos presídios.

O candidato ainda defendeu que organizações criminosas sejam classificadas como terroristas.

Augusto Cury defende independência diplomática do Brasil

Outro tema abordado durante o debate foi a relação entre Brasil e Estados Unidos.

O candidato Augusto Cury, do Avante, afirmou que o Brasil não deve adotar uma postura de subserviência em relação aos Estados Unidos.

Cury também criticou o cenário provocado pelo aumento das tarifas comerciais norte-americanas e afirmou que o Brasil possui condições de fortalecer sua própria posição internacional.

Entre os setores considerados estratégicos pelo candidato estão:

Cury defendeu uma política externa baseada na autonomia brasileira e na valorização dos recursos nacionais.

Cury promete ampliar produção agrícola brasileira

Durante sua participação, Augusto Cury também dedicou parte de sua fala ao agronegócio.

O candidato afirmou que pretende aumentar significativamente a produção de alimentos no Brasil.

Segundo Cury, o país deveria elevar sua produção de aproximadamente 350 milhões para 700 milhões de toneladas de alimentos nos próximos dez anos.

Ele também abordou a saúde mental dos produtores rurais e afirmou que agricultores enfrentam problemas emocionais relacionados às dificuldades econômicas e às condições de trabalho.

A proposta apresentada pelo candidato relaciona o crescimento da produção agrícola ao fortalecimento da posição brasileira no cenário internacional.

Renan Santos critica proposta de fim da escala 6×1

A escala de trabalho 6×1 também esteve entre os principais assuntos do debate.

Renan Santos se posicionou contra a proposta de redução da jornada e criticou a ideia de substituir a escala atual por uma jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso.

O candidato afirmou que o país precisa aumentar a produtividade antes de promover mudanças amplas na legislação trabalhista.

Renan defendeu uma reforma trabalhista que permita maior flexibilidade na contratação de trabalhadores por hora.

Na avaliação do candidato, a prioridade deveria ser aumentar a renda por hora trabalhada e a produtividade da economia.

Cury defende escala 5×2 e critica ausência de Lula

Augusto Cury apresentou posição diferente.

O candidato defendeu a adoção da escala 5×2 e afirmou que trabalhadores enfrentam uma situação de sobrecarga.

Cury também criticou a ausência de Lula no debate.

Para o candidato do Avante, a participação dos principais concorrentes seria importante para garantir maior confronto de ideias entre os presidenciáveis.

A ausência do presidente foi mencionada em diferentes momentos do encontro.

Renan Santos usa ausência de Lula para criticar governo

Ao responder a Cury, Renan Santos voltou a explorar a ausência de Lula.

O candidato afirmou que não acredita na promessa de que seria possível trabalhar menos e ganhar mais sem que isso estivesse acompanhado de aumento da produtividade.

Renan também acusou o governo petista de utilizar programas sociais como instrumento político.

A fala provocou um dos momentos mais críticos do debate, com o candidato direcionando parte de sua argumentação diretamente ao presidente, que não estava presente no palco.

Debate também teve críticas à Record

Renan Santos também criticou a cobertura da Record TV durante o debate.

O candidato questionou o fato de Lula conceder entrevista à emissora no mesmo horário em que ocorria o debate da Band.

Renan ainda afirmou que gostaria de ver o presidente sendo questionado sobre denúncias envolvendo seu governo e pessoas próximas.

As declarações ampliaram o tom de confronto político do encontro.

Segurança pública foi um dos principais temas

A segurança pública acabou ocupando espaço importante no primeiro debate presencial.

Caiado e Renan apresentaram propostas diferentes sobre a relação entre governo federal e estados.

Enquanto Caiado defendeu maior autonomia dos governadores e fortalecimento das estruturas estaduais, Renan Santos apresentou uma proposta mais centralizada de combate ao crime organizado.

Os dois também defenderam medidas mais duras contra organizações criminosas.

O tema deve continuar entre os principais assuntos da campanha presidencial, principalmente diante da preocupação dos eleitores com violência, tráfico de drogas, facções e segurança nas grandes cidades.

Debate teve ausência de Lula e Zema

A composição do debate foi reduzida em relação à expectativa inicial.

Lula não compareceu ao encontro, enquanto Romeu Zema desistiu de participar depois de a data do debate ter sido alterada.

A campanha de Zema havia argumentado que a mudança da data de 16 para 23 de agosto ocorreu sob a expectativa de participação de Lula.

Após confirmar sua desistência, Zema deixou de integrar o debate.

Com isso, apenas Caiado, Renan Santos e Augusto Cury participaram presencialmente do encontro.

Primeiro debate abre disputa presidencial de 2026

O debate da Band representa um dos primeiros grandes momentos da campanha presidencial de 2026 na televisão.

A partir do encontro, os candidatos passam a apresentar de maneira mais direta suas propostas e estratégias diante do eleitorado.

Os temas discutidos neste domingo devem continuar presentes durante a campanha, especialmente segurança pública, economia, relações internacionais, trabalho, agronegócio e políticas sociais.

A ausência de Lula e Zema também deve alimentar a discussão sobre a participação dos candidatos em debates e sobre a importância desses eventos para o processo eleitoral.

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