O ambiente tóxico, marcado por difamação e fofocas, fez mais uma vítima na rede municipal de ensino de Manoel Urbano. Uma professora da rede pública desmaiou ao dar entrada em um Posto de Saúde da Família (PSF) após sofrer uma crise severa de ansiedade, desencadeada por uma discussão acalorada dentro do ambiente escolar.
Segundo relatos da própria servidora, a situação tornou-se insustentável após semanas de boatos constantes sobre sua conduta pedagógica em sala de aula. As acusações infundadas estariam sendo espalhadas por uma cuidadora da unidade.
Sem aguentar a pressão e a difamação, a docente solicitou uma reunião formal com a equipe de gestão e a funcionária envolvida para esclarecer os fatos.
No entanto, a tentativa de diálogo se transformou em um intenso bate-boca, com troca de acusações e exaltação dos ânimos. Bastante abalada emocionalmente e passando mal, a professora deixou a reunião com a intenção de ir para casa. Durante o percurso, ao perceber que seus sintomas físicos pioravam, ela buscou socorro no posto de saúde mais próximo, onde perdeu a consciência assim que atravessou a recepção.
O episódio acendeu um alerta vermelho sobre a rotina de trabalho na instituição. Informações dos bastidores apontam que este não é um caso isolado: o clima organizacional da escola é descrito por servidores como “extremamente tóxico”, marcado pela falta de ética profissional, condutas abusivas e constante disseminação de boatos. Outros profissionais da unidade já estariam buscando atendimento psicológico e psiquiátrico para conseguir lidar com o estresse do dia a dia de trabalho.
Até o momento, a direção da escola e a Secretaria Municipal de Educação Municipal não se pronunciaram oficialmente sobre as medidas administrativas ou sindicâncias que serão abertas para apurar as denúncias de difamação e assédio moral no local.

