A reconciliação pública entre Flávio e a madrasta, após ela divulgar um vídeo dizendo ter sido maltratada pelo enteado, foi um dos temas levados aos entrevistados pela Quaest, que mediu o impacto da reaproximação na candidatura do senador.
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Flávio Bolsonaro e Michelle
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Michelle e Flávio Bolsonaro
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Senador e presidenciável Flávio Bolsonaro
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Segundo a pesquisa, a reconciliação entre Flávio e Michelle foi considerada positiva por 59% dos entrevistados. O índice dispara entre os bolsonaristas, com 90% de avaliação favorável, e entre os eleitores de direita não bolsonaristas, com 88%.
Outro dado que evidencia a importância da ex-primeira-dama para o enteado é a percepção de que ela pode ser decisiva na campanha. Segundo a Quaest, 46% dos entrevistados dizem que Michelle aumenta as chances de vitória do candidato do PL.
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da Coluna Igor Gadelha
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“Minha leitura é que a direita se reorganiza e o eleitor antipetista voltou a considerar Flávio. No 2º turno, Flávio sobe de 74% para 81% na direita não bolsonarista e de 91% para 95% entre bolsonaristas”, avaliou o professor Felipe Nunes, diretor da Quaest.
Outros fatores
Michelle, claro, não é o único fator que explica o crescimento de Flávio registrado pela Quaest. O instituto também ouviu os eleitores sobre outros temas do debate político para medir o impacto momentâneo desses assuntos na corrida presidencial.
Um exemplo foi a decisão do ministro do Supremo Alexandre de Moraes de proibir Flávio de visitar o pai, Jair Bolsonaro. Moraes proibiu as visitas após a divulgação de carta do ex-presidente relacionada à campanha eleitoral.
Para 52% do eleitorado, a medida foi “errada”. Mais uma vez, o percentual é maior entre bolsonaristas e eleitores de direita não bolsonarista: 92% dos bolsonaristas, 83% da direita não bolsonarista e 50% dos independentes consideram a decisão equivocada.
O que pesa contra Lula
Já do lado de Lula, temas como o programa Desenrola e a resposta do governo ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos perderam força.
No caso do programa de renegociação de dívidas, por exemplo, a percepção de que o Desenrola é uma boa iniciativa caiu de 55% para 47%, enquanto o percentual dos que afirmam ter sido beneficiados diretamente recuou de 12% para 10%.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Gustavo Zucchi.

