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Reino Unido diz a Milei que tem "direito" de explorar petróleo nas Malvinas

Milei anuncia sanções contra empresas que exploram petróleo nas Malvinas
Mario De Fina/NurPhoto via Getty Images

O governo do Reino Unido afirmou, nesta sexta-feira (18/9), que tem o “direito” de explorar petróleo e outros recursos naturais nas Ilhas Malvinas, território administrado pelos britânicos e reivindicado pela Argentina.

“O governo do Reino Unido e nossa rede diplomática apoiam integralmente essas empresas e indivíduos. Eles têm nosso total apoio”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores britânico.

A declaração ocorreu após o presidente argentino, Javier Milei, enviar ao Congresso um projeto de lei que endurece as sanções contra empresas que atuem na exploração de recursos naturais no arquipélago sem autorização de Buenos Aires.

Segundo a pasta, as acusações argentinas contra empresas e pessoas envolvidas nos projetos são “inaceitáveis” e não têm fundamento legal.

A nova escalada ocorre em meio ao avanço do projeto petrolífero Sea Lion, desenvolvido pela israelense Navitas Petroleum e pela britânica Rockhopper Exploration. A Navitas tem participação majoritária no empreendimento, enquanto a Rockhopper detém o restante.

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do Metrópoles

As empresas afirmam possuir licenças válidas para a exploração, respaldadas pelas autoridades das Malvinas e pelo Reino Unido.

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Bandeira da torcida argentina com os dizeres: “Hoje e sempre Malvinas Argentinas”

Rosana Álvarez Mullner/SOPA Images/LightRocket via Getty Images3 de 3Federico Rotter/NurPhoto via Getty Images

Projeto de Milei

Argentina e Reino Unido disputam a soberania das Malvinas há décadas e chegaram a entrar em guerra em 1982.

A ONU reconhece a disputa e defende uma solução negociada. Enquanto Buenos Aires contesta a exploração de petróleo, Londres sustenta o direito das autoridades locais de desenvolver os recursos naturais.

A atividade petrolífera reacendeu a tensão entre os dois países.

O governo argentino vem intensificando as medidas contra empresas ligadas à exploração de hidrocarbonetos na região. Buenos Aires abriu procedimentos contra dezenas de pessoas e empresas que, segundo o governo, estariam envolvidas em atividades de exploração nas áreas reivindicadas pela Argentina.

A disputa ganhou um novo capítulo na quarta-feira (16/9), quando a Justiça argentina determinou a suspensão do projeto Sea Lion. A decisão ordenou que as empresas interrompessem obras, perfurações e outras atividades necessárias para iniciar a exploração até que seja apresentado um estudo de impacto ambiental à autoridade argentina competente.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Manuela de Moura.

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