A remoção da estrutura colapsada da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, pode gerar um novo e expressivo prejuízo às contas públicas. Estimativas preliminares do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) indicam que os serviços de retirada dos escombros do leito do Rio Iaco devem custar entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões — valor muito próximo aos R$ 36 milhões investidos na edificação que desabou no início de junho.
Paralelamente às projeções financeiras, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) obteve uma liminar na Justiça para o bloqueio cautelar de até R$ 36 milhões em bens da Construtora Cidade, empresa encarregada da execução da obra, além de paralisar repasses estaduais à empreiteira.
A ordem judicial determina que o Governo do Estado do Acre e a construtora elaborem e apresentem, conjuntamente, um plano emergencial para a retirada dos entulhos e para a reconstrução do trecho danificado, sob pena de multa diária fixada em R$ 10 mil. A decisão também impõe a manutenção do serviço de balsa gratuita para fazer o transporte entre o Centro e o Segundo Distrito de Sena Madureira.
Perícia criminal segue pendente
Mesmo após três meses do colapso da ponte, a perícia técnica que definirá as causas do desabamento continua sem desfecho. O atraso decorre da ausência de maquinários especializados no Acre para efetuar a análise dos materiais pesados no leito do rio. A contratação desses equipamentos ainda depende da conclusão de um processo licitatório coordenado pelo Poder Executivo estadual.
O acidente ocorrido em junho deixou vítimas feridas, incluindo o juiz aposentado Edinaldo Muniz, que sofreu traumatismo craniano grave no impacto e segue em acompanhamento de reabilitação médica.

