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Rubio acusa China de "cooperar" com o Irã no conflito contra os EUA

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Kevin Dietsch/Getty Images

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (22/7) que a China tem agido de forma “cooperativa” com o Irã “em alguns casos”. Questionado sobre a escalada do conflito dos EUA contra Teerã, Rubio declarou que adoraria alcançar um acordo diplomático, mas ressaltou que o regime iraniano enfrenta “graves dificuldades”,

“Nada do que a China fez mudou a trajetória do conflito com o Irã, mas em alguns casos a China tem sido cooperativa com o Irã”, acusou Rubio.

Antes de falar à imprensa, durante reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), nas Filipinas, Rubio cumpriu agenda com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.

Segundo o diplomata norte-americano, o encontro não abordou as recentes acusações de Donald Trump sobre suposta interferência de Pequim nas eleições de 2020, concentrando-se nos preparativos para a visita do presidente Xi Jinping à Casa Branca.

Rubio também alertou que a recente exigência do Irã de controlar e cobrar pedágios no Estreito de Ormuz representa uma ameaça direta à estabilidade da economia mundial.

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do Metrópoles

Segundo o norte-americano, a medida iraniana fere frontalmente o princípio da livre navegação em águas internacionais, impondo um clima de incerteza no comércio global.

A escalada das tensões na região tem provocado forte apreensão na comunidade internacional. Diversos líderes mundiais demonstraram profunda preocupação com as ações militares envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã, além de alertarem para os impactos severos de uma eventual crise energética global provocada pelo bloqueio daquela que é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta.

Em declaração sobre a gravidade do cenário, Rubio destacou os perigos de permitir a imposição de regras unilaterais em vias marítimas estratégicas.

O chefe da diplomacia dos EUA argumentou que consentir com a cobrança de tarifas sob ameaça de ataques criaria um precedente desastroso, suscetível de ser replicado por outros atores em diferentes partes do mundo.

Além do impasse no Estreito de Ormuz, Washington mantém atenção redobrada sobre a situação no Mar Vermelho. O governo norte-americano confirmou que está em diálogo constante com autoridades da Arábia Saudita para monitorar e conter as ameaças da milícia Houthi, do Iêmen, que voltou a mirar embarcações comerciais na estratégica passagem de Bab el-Mandeb.

Rubio enfatizou que os contatos diplomáticos com os sauditas têm sido frequentes ao longo da última semana para neutralizar essa vulnerabilidade. Embora a hostilidade dos rebeldes iemenitas no tráfego marítimo não seja um fenômeno novo, a diplomacia dos EUA avalia que o risco atual exige vigilância reforçada para evitar o estrangulamento de mais uma rota vital.

Agente desestabilizador

Para a Casa Branca, o elemento central por trás dessas múltiplas frentes de instabilidade permanece o mesmo. As autoridades norte-americanas apontam abertamente o regime de Teerã como o principal agente desestabilizador do Oriente Médio, acusando o país de financiar e coordenar ações agressivas na região em vez de priorizar as demandas de sua própria população.

O diagnóstico de Washington conclui que o apoio contínuo do Irã a grupos armados como os Houthis, o Hezbollah, o Hamas e facções no Iraque demonstra uma estratégia deliberada de fomento ao caos.

Sob essa perspectiva, as investidas marítimas no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho consistem em apenas mais uma manifestação do empenho iraniano em patrocinar atores que desestabilizam a ordem global.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Carlos Estênio Brasilino.

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