A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (11/8), operação contra Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO). A coluna apurou que ele é alvo de mandado de busca e apreensão.
A investigação destaca pagamentos realizados pelo PCO às empresas Digiartegraphics Gráfica Ltda. e JCO Gráfica e Editora. Segundo os autos, Rui Pimenta exerceria posição central na administração dos recursos públicos do partido e na definição das contratações submetidas à apuração.
A representação menciona repasses de cerca de R$ 900 mil à Digiartegraphics, de R$ 555.092 à JCO Gráfica e Editora, em 2022, e de mais de R$ 365.954 à Dauzaker Edições e Impressões, entre 2017 e 2020.
Segundo a representação, há indícios de incompatibilidade entre a estrutura operacional das empresas, os valores recebidos e os vínculos mantidos com integrantes do grupo investigado. As circunstâncias levantadas pela autoridade policial colocariam em dúvida a efetiva prestação dos serviços e a destinação dos recursos públicos.
A investigação identificou indícios de uma possível estrutura voltada ao uso irregular de recursos públicos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Os valores teriam sido destinados à contratação de pessoas físicas e jurídicas ligadas direta ou indiretamente à estrutura partidária, incluindo familiares de dirigentes, militantes, ex-candidatos e empresas cuja capacidade operacional seria, em tese, incompatível com as quantias recebidas.
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da Coluna Mirelle Pinheiro
Ainda de acordo com a autoridade policial, análises realizadas pela Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificaram sucessivas inconsistências nas prestações de contas partidárias e eleitorais. Entre os problemas apontados estão contas julgadas não prestadas, contas desaprovadas e pareceres técnicos pela desaprovação em diferentes exercícios financeiros.
Foi solicitado o afastamento cautelar de Rui Costa Pimenta das funções de gestão. A medida busca impedir que ele continue exercendo atividades de administração enquanto as investigações estiverem em andamento.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Letícia Guedes.

