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Rússia diz aceitar mediadores e mantém "portas abertas" para Zelensky

Rússia diz aceitar mediadores e mantém "portas abertas" para Zelensky
Arte/Metrópoles

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia está disposta a receber a ajuda de qualquer país interessado em contribuir para uma solução para a guerra na Ucrânia e reafirmou que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pode viajar a Moscou para negociar.

Segundo o governo russo, porém, uma eventual cúpula entre os líderes depende da conclusão de acordos prévios.

“Acolhemos com satisfação os esforços de qualquer país que possa dar qualquer contribuição [para a resolução do conflito], mas até agora o regime de Kiev tem se mostrado, por assim dizer, relutante em ser influenciado por quaisquer mediadores”, afirmou.

A declaração ocorre em meio às tentativas de diferentes países de atuar como intermediários nas negociações para encerrar a guerra, que já entrou em seu quinto ano.

Segundo Moscou, a posição russa sobre uma eventual reunião com Zelensky permanece inalterada. O presidente Vladimir Putin já havia afirmado que, caso o líder ucraniano queira negociar, poderá viajar à capital russa.

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do Metrópoles

“O presidente [Vladimir] Putin disse que, se [Vladimir] Zelensky quiser negociar, pode vir a Moscou”, ressaltou Peskov.

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Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky

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Presidente da Rússia, Vladimir Putin

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Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia

Tom Nicholson/Getty Images

A possibilidade de uma reunião de cúpula, no entanto, é tratada de maneira diferente por Moscou. Segundo a declaração, antes de um encontro trilateral, seria necessário finalizar alguns entendimentos, que precisariam ser construídos durante negociações complexas entre as partes.

“Se estivermos falando de uma [cúpula trilateral], é necessário apenas finalizar alguns acordos. E os próprios acordos, é claro, precisam ser elaborados durante negociações muito complexas”, afirmou. “Nada mudou.”

Zelensky propôs encontro presencial

A posição apresentada agora pelo Kremlin é de que mediadores internacionais são bem-vindos, desde que possam contribuir efetivamente para a resolução do conflito.

Os países continuam trocando acusações sobre a responsabilidade pela falta de avanços nas negociações. Putin também já afirmou que propostas apresentadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderiam contribuir para o fim dos combates caso Kiev estivesse disposta a fazer concessões.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Manuela de Moura.

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