Até o início de julho, Flávio vinha fazendo campanha com a cara e o focinho do Centrão. Ele apostava, sim, em pautas de direita, mas com ares moderados, de respeito ao sistema político e à Justiça Eleitoral, além de tentativa, deveras constrangedora, de viralizar nas redes sociais com dancinhas e memes.
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Senador argumentou que tarifaço poderia favorecer Lula na campanha
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O senador Flávio Bolsonaro
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O senador Flávio Bolsonaro
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Agora, com os principais partidos do Centrão avisando que não embarcarão oficialmente na chapa bolsonarista, Flávio parece mais livre para, por exemplo, subir o tom contra as urnas eletrônicas — uma das bandeiras defendidas por Jair Bolsonaro tanto em 2018 quanto em 2022.
Essa possível mudança de tom já vinha sendo defendida há algum tempo por parte dos aliados de Flávio. Entre eles, o jornalista Paulo Figueiredo, que auxilia Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos, na interlocução com o governo de Donald Trump.
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da Coluna Igor Gadelha
Na última sexta-feira (17/7), por exemplo, Figueiredo apontou o baixo nível de engajamento dos vídeos de Flávio. O influenciador criticou a estratégia do PL e de seu presidente nacional, Valdemar Costa Neto, e defendeu a necessidade de candidatura mais combativa.
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“Será que é preciso um doutorado em ciência política em Harvard Kennedy para entender que o eleitorado quer um candidato combativo? Que a militância vai repercutir aquilo que refletir sua indignação? Se a mídia é contra, não há verba da Secom e a estratégia da campanha passa pelas redes sociais, como vencer com um conteúdo que não engaja? Mas quem entende das coisas são o Gagáldemar, os santinhos e os hipertensos”, afirmou.
Na terça-feira (21/7), Flávio criticou as urnas eletrônicas durante um evento com embaixadores. Ele afirmou que os equipamentos são feitos pela empresa venezuelana Smartmatic. Segundo ele, um relatório da CIA apontaria o envolvimento da companhia em fraudes nas eleições da Venezuela.
“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa [venezuelana]”, disse Flávio.
A Smartmatic, entretanto, não fabrica as urnas brasileiras. Segundo o TSE, o sistema eletrônico das eleições brasileiras foi concebido e é gerido pela Justiça Eleitoral. A empresa venezuelana, por sua vez, atuou apenas no treinamento de profissionais que prestam suporte técnico e operacional às urnas eletrônicas.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Gustavo Zucchi.

