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Serasa identificou 743 mil tentativas de golpes on-line no 1º semestre

Serasa identificou 743 mil tentativas de golpes on-line no 1º semestre
Reprodução/Getty Images

O comércio eletrônico brasileiro registrou 743,6 mil tentativas de fraude entre janeiro e junho de 2026, segundo levantamento da Serasa Experian.

As investidas colocaram em risco potencial R$ 573,2 milhões em compras no período, caso todas as operações fraudulentas tivessem sido concluídas.

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De acordo com o Mapa da Fraude, uma tentativa foi identificada a cada 21 segundos no primeiro semestre, o equivalente a mais de 4 mil ocorrências por dia. Em média, quase um em cada 100 pedidos analisados apresentou indícios de fraude.

O levantamento mostra que as tentativas não ficaram concentradas em um único segmento. As categorias de Beleza, Calçados e Saúde responderam, juntas, por 56% das ocorrências identificadas no período.

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Beleza liderou o ranking, com 67.782 tentativas, seguida por Calçados, com 56.193, e Saúde, com 35.314. Somadas, as três categorias tiveram 159.289 ocorrências.

Principais alvos

A categoria Saúde chamou a atenção por ter avançado para a terceira posição entre os segmentos mais atingidos. No primeiro semestre de 2025, o setor aparecia apenas na sétima colocação, enquanto Eletrodomésticos ocupava uma das três primeiras posições.

Segundo a Serasa Experian, a mudança pode estar relacionada ao aumento da procura por produtos de saúde, autocuidado e bem-estar.

A empresa cita como exemplo itens de maior demanda e ticket médio, como medicamentos emagrecedores. A companhia ressalta, porém, que os dados não permitem estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre o aumento do consumo desses produtos e as tentativas de fraude.

Para Rodrigo Sanchez, diretor de Autenticação e Prevenção a Fraudes da Serasa Experian, o cenário mostra que a proteção contra golpes precisa ser permanente nas operações digitais.

Segundo ele, além do valor das perdas diretas, uma fraude pode provocar custos adicionais para as empresas, como contestações de pagamentos, despesas operacionais e prejuízos à relação com os consumidores.

“Os números revelam uma pressão diária e contínua sobre as operações digitais. Em apenas seis meses, foram centenas de milhares de investidas com potencial para causar perdas superiores a meio bilhão de reais. Esse cenário mostra que a prevenção à fraude não pode ser tratada apenas como uma etapa pontual da compra, mas como uma estratégia permanente ao longo de toda a jornada do consumidor”, disse.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Gabriela Pereira.

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