A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (26/8), uma operação contra um servidor público que teria recebido vantagens indevidas para interceder em procedimentos administrativos. Batizada de Operação Porteira Fechada, a ação apura possíveis crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e outros delitos supostamente cometidos no âmbito da administração pública federal.
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela 9ª Vara Federal de Campinas, nas cidades de Bragança Paulista, Osasco e São Paulo (SP), além do Distrito Federal.
A investigação teve origem em elementos obtidos durante a Operação Crédito Pirata, deflagrada pela PF em 2024 para desarticular uma organização criminosa especializada na apresentação de declarações fraudulentas de compensação de débitos tributários perante a Receita Federal.
Durante as apurações, os investigadores também identificaram indícios de irregularidades envolvendo transações tributárias celebradas por empresas com histórico de fraudes em compensações. Segundo a PF, essas empresas teriam sido beneficiadas com a redução de passivos fiscais.
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da Coluna Mirelle Pinheiro
A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar do servidor investigado de suas funções.
Os materiais e dispositivos apreendidos serão analisados pela Polícia Federal para aprofundar as investigações e verificar uma eventual participação de outros servidores públicos e profissionais nas condutas apuradas.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Letícia Guedes.

