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Servidora deve ser afastada após atestar demolição de prédio que desabou

Servidora deve ser afastada após atestar demolição de prédio que desabou
Jéssica Bernardo / Metrópoles

Uma servidora da Prefeitura de São Paulo deve ser afastada do cargo por pelo menos 30 dias após atestar que a construção que existia no terreno onde um prédio desabou na madrugada deste sábado (12/9), na zona leste da capital, havia sido demolida. O problema, segundo o procurador-geral do município, Daniel Falcão, é que a demolição não foi realizada.

Segundo ele, a medida é necessária para que a Controladoria-Geral do Município possa investigar como o documento foi emitido e qual foi a atuação da servidora no processo.

“Vai haver uma determinação minha de afastamento dessa servidora que deu esse ateste por pelo menos 30 dias para ajudar na investigação. Ela não pode continuar no cargo nesse momento para não atrapalhar a nossa investigação interna”, afirmou.

O desabamento ocorreu na Rua Tequici e deixou duas mulheres mortas, uma delas grávida. Outras duas pessoas — um homem de cerca de 30 anos e uma criança de 7 anos — foram resgatadas com vida e encaminhadas para atendimento médico. Até o início da tarde, outras quatro pessoas permaneciam soterradas nos escombros: uma criança, um casal e outra mulher

Segundo o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, o caso envolve um documento assinado em fevereiro de 2024 por uma funcionária da Subprefeitura da Penha. No texto, ela afirmou que a demolição havia sido “efetuada em sua integralidade” e que uma nova edificação estava em andamento no local.

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do Metrópoles SP

O procurador-geral afirmou ainda que o próprio advogado da construtora esteve no local e constatou que a estrutura não havia sido demolida.

7 imagens1 de 7

Imagem de 2024 do prédio que desabou na Penha

Reprodução/ Google Street View2 de 7

Mais de 10 pessoas moravam na residência atingida pelo prédio

Divulgação/ Corpo de Bombeiros3 de 7

Desabamento na zona leste de SP

Divulgação/ Corpo de Bombeiros4 de 7

Criança é resgatada com vida após desabamento na zona leste de SP

Divulgação/ Defesa Civil5 de 7

Prédio desabou na madrugada deste sábado (12/9)

Imagens cedidas ao Metrópoles6 de 7

Herbert Chino, pai de 2 crianças que estavam em casa afetada por desabamento

Leonardo Amaro/ Metrópoles7 de 7

Prefeito de SP visita local do desabamento

Leonardo Amaro/ Metrópoles

Desabamento de prédio

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Polícia busca responsáveis pela obra

A Polícia Civil está à procura dos responsáveis pela construção do prédio de 12 andares que desabou sobre imóveis vizinhos, na Rua Tequici, na Penha, zona leste de São Paulo, na madrugada deste sábado. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os policiais realizam diligências para localizar e prender os envolvidos.

Segundo o prefeito Ricardo Nunes, os responsáveis pela obra são pai e filho. O filho, além de ser um dos proprietários do imóvel, também seria o engenheiro responsável tecnicamente pela construção.

Ainda de acordo com Nunes, a busca pelos responsáveis ocorre após a Prefeitura identificar que uma determinação anterior para demolir a estrutura que já existia no terreno não teria sido cumprida.

Câmera registra momento do desabamento

Uma câmera de segurança instalada do outro lado da rua registrou o momento em que o prédio em construção desabou sobre uma casa na Penha, zona leste de São Paulo, na madrugada deste sábado. As imagens mostram que o desmoronamento ocorreu por volta da 1h58, na Rua Tequici, 61. Não havia ninguém dentro do imóvel em obras no momento da queda. Veja o momento:

Quatro pessoas foram retiradas dos escombros até o início da tarde, sendo duas delas sem vida. Entre os sobreviventes está uma menina de 5 anos, resgatada pelos bombeiros. O pai da criança, Herbert Chino, ainda aguardava a retirada de outra filha, de 7 anos, e da esposa, que permaneciam soterradas. “Alguém tem que responder por isso”, disse ele enquanto acompanhava o trabalho das equipes de resgate.

A Defesa Civil informou que ainda não é possível afirmar se as chuvas que atingem a capital paulista tiveram relação com o desabamento.

A obra era realizada pela construtora New Home. O advogado da empresa, Alexandre Sampi, afirmou que a construção estava regular e tinha alvará. Segundo ele, o prédio chegou a ser embargado, mas o embargo teria sido cassado.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Julia Gandra.

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