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Setembro Amarelo na Escola Dom Júlio Mattioli leva equipe do CAPS aos estudantes

Setembro Amarelo na Escola Dom Júlio Mattioli com equipe do CAPS em Sena Madureira

Equipe do CAPS realizou palestra sobre saúde mental para estudantes da Escola Dom Júlio Mattioli, em Sena Madureira.

A Escola Estadual de Ensino Médio Dom Júlio Mattioli, em Sena Madureira, recebeu, nesta segunda-feira (14), uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), para uma palestra voltada aos estudantes dentro das ações do Setembro Amarelo.

A atividade teve como principal objetivo levar informação aos alunos sobre saúde mental, reconhecimento de possíveis sinais de sofrimento emocional e a importância de procurar ajuda diante de situações que possam comprometer o bem-estar.

A iniciativa aproximou profissionais da rede pública de saúde do cotidiano escolar e proporcionou aos estudantes um momento de diálogo, aprendizado, participação e reflexão sobre um tema que envolve especialmente adolescentes e jovens.

Palestra abordou cuidados com a saúde mental

Durante o encontro, os profissionais do CAPS conversaram com os estudantes sobre a importância de cuidar da saúde mental e de observar mudanças de comportamento que possam indicar que uma pessoa está enfrentando dificuldades emocionais.

A orientação também destacou a importância de não ignorar sinais de sofrimento, tanto em si próprio quanto em pessoas próximas.

Na adolescência, diferentes situações podem interferir no bem-estar emocional. Questões relacionadas à escola, relações familiares, amizades, mudanças pessoais e expectativas para o futuro podem gerar momentos de dificuldade.

Por isso, a informação e o diálogo são considerados ferramentas importantes para estimular a procura por apoio quando necessário.

Alunos participaram de perguntas e respostas

Além da apresentação realizada pela equipe do CAPS, os estudantes participaram de uma dinâmica de perguntas e respostas.

A atividade permitiu que os alunos interagissem diretamente com os profissionais e apresentassem seus conhecimentos e dúvidas relacionados ao tema.

O formato participativo ajudou a tornar a palestra mais dinâmica e abriu espaço para reflexão sobre situações que podem fazer parte da realidade dos próprios estudantes ou de pessoas próximas.

A proposta também foi reforçar que conversar sobre saúde mental deve ser tratado de maneira responsável e sem preconceitos.

Informação pode ajudar a identificar sinais de sofrimento

Um dos pontos importantes abordados durante ações de conscientização é a necessidade de prestar atenção às mudanças apresentadas por uma pessoa.

Nem sempre alguém que está enfrentando sofrimento emocional consegue pedir ajuda diretamente. Por isso, a atenção de familiares, amigos, professores e colegas pode ser importante para identificar que determinada pessoa precisa de apoio.

Nesse contexto, o ambiente escolar pode desempenhar um papel relevante.

Professores e demais profissionais da educação convivem diariamente com os estudantes e podem perceber mudanças que merecem atenção, sempre respeitando os limites de sua atuação e buscando encaminhamento adequado para a rede de saúde quando necessário.

CAPS aproxima serviços de saúde da comunidade

O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) integra a rede pública de atenção à saúde mental e conta com profissionais de diferentes áreas para oferecer acolhimento e acompanhamento às pessoas que necessitam de atendimento.

A presença da equipe em uma escola também contribui para ampliar o conhecimento dos estudantes sobre os serviços disponíveis na rede pública.

Mais do que apresentar informações, ações desse tipo ajudam a aproximar os jovens dos equipamentos públicos que podem ser procurados quando existe necessidade de acompanhamento profissional.

Setembro Amarelo reforça prevenção e valorização da vida

O Setembro Amarelo é marcado por ações de conscientização relacionadas à saúde mental e à prevenção do suicídio.

A campanha busca estimular a conversa sobre sofrimento emocional, acolhimento e procura por ajuda, contribuindo para reduzir o estigma que muitas vezes dificulta que uma pessoa fale sobre aquilo que está enfrentando.

No Brasil, o 10 de setembro é marcado pelo Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

A discussão, entretanto, não precisa ficar restrita ao mês de setembro. A construção de uma cultura de cuidado depende de diálogo permanente, escuta e acesso aos serviços de saúde.

Onde procurar ajuda

Pessoas que estejam passando por sofrimento emocional podem procurar apoio de pessoas de confiança e buscar atendimento na rede pública de saúde.

As Unidades Básicas de Saúde (UBS) e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) estão entre os serviços que podem orientar e encaminhar pacientes de acordo com cada situação.

Em situações de emergência, podem ser acionados serviços como o SAMU, pelo número 192, ou o atendimento de urgência e emergência.

O CVV, pelo número 188, também oferece apoio emocional gratuitamente.

Em uma situação de risco imediato, a orientação é procurar atendimento de emergência e não deixar a pessoa sozinha.

Escola e saúde atuam juntas na prevenção

A realização da palestra na Escola Dom Júlio Mattioli demonstra a importância da aproximação entre as áreas de educação e saúde.

Ao levar profissionais para conversar diretamente com os estudantes, a iniciativa amplia o acesso à informação e cria oportunidades para que os jovens conheçam melhor os serviços disponíveis no município.

O diálogo também pode contribuir para combater preconceitos relacionados à saúde mental e mostrar que procurar ajuda profissional é uma atitude de cuidado.

A escola, nesse sentido, pode ser um espaço importante não apenas para o aprendizado acadêmico, mas também para ações de cidadania, prevenção e promoção do bem-estar.

Uma mensagem de cuidado aos estudantes

A palestra realizada nesta segunda-feira (14) integrou as ações do Setembro Amarelo e deixou uma mensagem de atenção e valorização da vida para os estudantes da Escola Dom Júlio Mattioli.

A proposta foi mostrar que ninguém precisa enfrentar sozinho uma situação de sofrimento e que pedir ajuda não representa fraqueza.

Com informação, escuta e acesso aos serviços adequados, a comunidade escolar pode contribuir para que adolescentes e jovens tenham mais conhecimento sobre como cuidar de si e como apoiar alguém que esteja passando por dificuldades.

A ação também reforça o papel do CAPS e da Secretaria Municipal de Saúde na aproximação com a população e na divulgação dos caminhos disponíveis dentro da rede pública de atenção à saúde mental.

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