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Fiocruz aponta Acre fora de áreas de alerta por SRAG

Situação da SRAG no Acre é acompanhada pela Fiocruz.

Foto: Reprodução.

O Acre não aparece entre os estados brasileiros em situação de alerta, risco ou alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas duas semanas, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada pela Fiocruz nesta quinta-feira (27).

A análise considera a Semana Epidemiológica 33, correspondente ao período de 16 a 22 de agosto. No recorte das capitais, Rio Branco também não está entre as cidades classificadas nessa situação.

O levantamento mostra, por outro lado, que alguns estados apresentam incidência elevada acompanhada de tendência de crescimento.

Segundo o boletim, Alagoas, Mato Grosso e Roraima apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco associada a sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

Outros oito estados também registram níveis elevados de incidência, mas sem indicação de crescimento na tendência:

O Acre não está entre os estados apontados pelo levantamento como áreas de maior preocupação neste momento.

Rinovírus ganha espaço entre os casos recentes

O cenário nacional apresenta mudanças no perfil dos vírus respiratórios associados aos casos graves.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas analisadas, o rinovírus respondeu por 38,3% dos casos positivos, enquanto o vírus sincicial respiratório (VSR) representou 38,7%.

No mesmo período, a influenza B correspondeu a 8,2% dos casos positivos, a influenza A a 4,4% e o SARS-CoV-2 a 1,6%.

Considerando todo o ano epidemiológico de 2026, o VSR ainda aparece como principal agente entre os casos positivos.

VSR ainda lidera os casos positivos em 2026

Ao longo de 2026, foram notificados 141.009 casos de SRAG em todo o Brasil.

Desse total:

Entre os casos positivos registrados no ano, a distribuição apontada pelo boletim é:

Os números mostram uma diferença entre o acumulado do ano e o comportamento observado nas semanas mais recentes.

Crianças concentram mudança no cenário respiratório

A Fiocruz identificou um leve sinal de aumento de SRAG entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, associado principalmente ao rinovírus.

Entre crianças menores de 2 anos, por outro lado, a redução das hospitalizações está relacionada principalmente à queda dos casos provocados pelo VSR.

O boletim também aponta que a sazonalidade da influenza A terminou no país.

A influenza B apresenta leve aumento em estados como Bahia e Mato Grosso, enquanto o VSR continua em queda, embora permaneça em níveis elevados em algumas localidades.

Entre as capitais brasileiras, quatro apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento: Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR) e João Pessoa (PB).

Rio Branco não aparece nessa relação, segundo o levantamento da Fiocruz.

O cenário indica que, no período analisado pelo boletim, a capital acreana não está entre as cidades classificadas pela instituição como áreas de maior atenção segundo esses critérios.

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