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Sudeste ganha peso na campanha de Lula e Flávio após pesquisas

Tracking anima campanha de Flávio Bolsonaro; aliados de Lula minimizam
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Enquanto o Sul e o Nordeste apontam para cenários pré-definidos para as eleições de 2026, os candidatos à Presidência da República intensificaram suas atenções no Sudeste, que deve decidir a disputa deste ano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), principais postulantes ao cargo, concentram suas agendas nos maiores colégios eleitorais do país.

Até o momento, os estados do Sudeste estão divididos entre o petista e o senador. O Sudeste também concentra um percentual relevante de indecisos, o que amplia o potencial de crescimento dos candidatos e ajuda a explicar o aumento das agendas na região.

Pesquisa Quaest divulgada nesta semana mostra Flávio com 30% das intenções de voto e Lula com 29% em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

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Levantamento Datafolha divulgado em 21 de agosto também aponta um cenário acirrado, com empate técnico no Sudeste: 46% para Flávio e 43% para Lula, considerando margem de erro de três pontos percentuais.

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Por que o Sudeste é estratégico

No caso de Minas Gerais, o estado é o quarto maior estado do país em território e tem o maior número de municípios. Também tem a maior malha rodoviária do país e o segundo maior eleitorado, atrás apenas de SP.

No estado, Lula e Flávio seguem tecnicamente empatados nas pesquisas. O levantamento da Real Time Big Data, divulgado na última quinta-feira, mostra que o atual tem 46% das intenções de voto, contra 44% do senador em uma eventual disputa de segundo turno. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

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Candidatos à Presidência em 2026

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Lula e Flávio intensificaram agendas no Sudeste

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Região é decisiva no resultado das eleições presidenciais

Marcelo Camargo/Agência Brasil – BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BRENOESAKIFOTO

Corrida

Mesmo com maior popularidade no Nordeste, o petista lançou, em 16 de agosto, sua campanha no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no ABC, Região Metropolitana de São Paulo.

O estado integra a estratégia de tração para diminuir a resistência histórica do estado em relação ao PT. O local escolhido tem forte apelo simbólico: foi o berço político de Lula, onde ele liderou movimentos sindicais na década de 1980.

Neste sábado (29/8), ele participa de um encontro nacional com mulheres em Belo Horizonte. A atividade está prevista para começar às 10h, na Serraria Souza Pinto, no Centro da capital mineira, e deve reunir cerca de 5 mil participantes de diferentes estados do país.

Flávio Bolsonaro também deu início em sua campanha em São Paulo. O PL oficializou a candidatura do parlamentar à Presidência da República durante convenção nacional realizada na Arena Pacaembu.

O evento contou com a participação do presidente da Argentina, Javier Milei, do candidato à reeleição do Governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito da capital Ricardo Nunes (MDB).

Neste sábado, o senador participa de uma motocarreata e de uma “barqueata” em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro.

O cientista político Gustavo Ribeiro destaca que nenhuma campanha nacional se sustenta sem mirar o Sudeste.

“Numa eleição apertada como esta, não existe região descartável. Lula deve perder no Sudeste, mas o cálculo dele é reduzir a desvantagem ao máximo ali e maximizar a vantagem no Nordeste”, ressalta.

O cientista político André César aponta para outros locais dominados tradicionalmente pelo PT, mas que merecem atenção.

“Na Bahia, o Jerônimo Rodrigues está numa situação difícil, numa disputa muito acirrada com ACM Neto, que tem grandes chances reais de ganhar, segundo as pesquisas. Em Pernambuco, reduto petista e terra do presidente Lula, a Raquel Lyra está bem à frente e com folga em relação a João Campos (PSB)”, explica.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Luana Patriolino.

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