Tamara Klink se retratou após causar repercussão ao pedir que o público deixasse de comprar Bom Dia, Inverno. A obra está entre as mais vendidas do país há três meses, mas a autora havia defendido que exemplares já disponíveis fossem compartilhados entre leitores como forma de reduzir o impacto ambiental provocado pela produção de novos livros.
Diante das críticas, Tamara reconheceu que não havia considerado os diferentes setores envolvidos no mercado editorial e admitiu o erro.
“Errei em não ver outros pontos de vista. Precisamos da leitura. Precisamos de autores. Pequenos, grandes e independentes. Sou leitora antes de ser autora e não levei em conta toda a cadeia que alimenta as editoras. Agradeço a cada um que faz a leitura ir mais longe do que a prateleira”.
A declaração que motivou a repercussão partiu de uma preocupação da autora com o aumento da procura pela obra. Na avaliação de Tamara, a fabricação de novos exemplares exige papel e energia, além de provocar emissões de gases poluentes. Por isso, ela havia sugerido alternativas à compra de uma nova unidade, como empréstimos e doações.
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do Metrópoles
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Tamara Klink é primeira brasileira a passar inverno isolada na Groelândia
Reprodução/ Instagram2 de 3Foto: Leonardo Fancini3 de 3
Tamara Klink é velejadora e escritora
IDA/Divulgação
“Já tem muitos livros circulando pelo Brasil todo. Se vocês puderem, se vocês têm acesso a uma biblioteca, pessoas da família, colegas do trabalho, façam os livros circularem. É muito triste um livro acabar em uma biblioteca só e ser lido só uma vez”, diz a autora.
Na mesma manifestação, Tamara incentivou os leitores a repassarem os exemplares depois da leitura, em vez de mantê-los guardados. “Tem um monte de papel, um monte de energia que foi gasta para este livro existir. Se seu plano é deixar o livro a vida toda guardado na estante, mude este plano”, completa.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Letícia Perdigão.

