O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) demitiu o deputado federal Carlos Alberto da Cunha (PP-SP), conhecido como Delegado Da Cunha, dos quadros da Polícia Civil de São Paulo. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (3/9), no Diário Oficial do Estado, após o governo considerar procedentes as acusações feitas contra o parlamentar em processo administrativo.
Da Cunha recebeu a pena de demissão a bem do serviço público, uma das punições previstas no Estatuto da Polícia Civil paulista. Na prática, o governo considerou que ele cometeu irregularidade grave, além de enquadrar sua conduta em dispositivos que tratam da revelação intencional de informações sigilosas conhecidas por causa do cargo, com prejuízo ao Estado ou a particulares, e da prática de ato definido em lei como improbidade.
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O deputado Delegado Da Cunha, do PP de São Paulo
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O deputado Delegado Da Cunha, do PP de São Paulo
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Delegado Da Cunha
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O pré-candidato a deputado federal Delegado da Cunha foi alvo de uma representação do MPE por ter pedido votos em um vídeo publicado no YouTube.
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O Delegado da Cunha é pré-candidato a deputado federal, e fez fama no YouTube publicando vídeos de operações policiais. Ele chegou a ser alvo da Corregedoria por usar a Polícia Civil para autopromoção.
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Delegado já foi afastado das ruas por ter chamado policiais de “ratos”
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Da Cunha alega que há ciúme em relação ao seu sucesso na corporação
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O deputado federal Delegado da Cunha em vídeo publicado na internet
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Sucesso no YouTube, delegado Da Cunha têm mais de 3 milhões de seguidores
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Deputado Delegado Da Cunha
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Carlos Alberto da Cunha tem de 43 anos,
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O parlamentar não foi localizado pela coluna para comentar sobre a decisão. O espaço segue aberto.
O ato se baseia em uma lei complementar que prevê demissão em caso de “procedimento irregular, de natureza grave”. A decisão também cita o trechos legais que preveem demissão a bem do serviço público quando o policial revela deliberadamente segredos aos quais teve acesso por causa da função, causando prejuízo ao poder público ou a terceiros e, também, à prática de ato previsto em lei como improbidade.
A publicação menciona ainda um parecer e um despacho da Assessoria Jurídica do Governo, de 1º de setembro, como parte da documentação que embasou a decisão.
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do Metrópoles
Da Cunha estava licenciado da instituição e ganhou projeção nacional ao publicar vídeos de operações policiais nas redes sociais, antes de ser eleito deputado federal, em 2022.
Vídeos, Corregedoria e encenação
A exposição nas redes também colocou o delegado no centro de uma série de investigações.
Em 2020, Da Cunha foi acusado de obrigar a vítima de um sequestro e um criminoso a retornarem a um cativeiro já desativado para que a ação policial fosse reencenada e gravada. Ele admitiu ter feito uma reprodução da ocorrência. O processo judicial relacionado ao episódio acabou arquivado em 2024.
Em 2021, foi afastado das ruas e teve arma e distintivo recolhidos. À época, respondia a procedimentos na Corregedoria por suspeitas relacionadas ao uso da estrutura da Polícia Civil em gravações para suas redes. Naquele ano, pediu licença não remunerada.
Réu por violência doméstica
Já deputado federal, Da Cunha tornou-se réu por violência doméstica contra a ex-companheira Betina Grusiecki. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) o denunciou por lesão corporal, ameaça e dano qualificado. Ele nega as acusações.
Em fevereiro de 2026, sua participação na reinauguração de uma Delegacia de Defesa da Mulher, em São Paulo, provocou críticas de entidades ligadas ao combate à violência contra mulheres.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Alfredo Henrique.

