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Trabalhadores dos Correios aprovam greve no DF por tempo indeterminado

Correios fecham o primeiro semestre de 2026 com prejuízo de R$ 5,6 bilhões
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal (Sintect-DF) aprovou em assembleia, na noite dessa quinta-feira (10/9), a greve dos trabalhadores dos Correios da capital, por tempo indeterminado. Segundo a entidade, a paralisação ocorre diante da falta de avanço nas negociações com a empresa.

De acordo com avaliação do sindicato, as propostas apresentada pela entidade, como a redução do 70% das férias, o fim do ticket extra e a isenção da condição de mantenedora do plano de saúde, representam perdas para os trabalhadores da categoria.

Na assembleia, os representantes do sindicato também foram contrários à alteração da jornada aos sábados, que passaria a começar às 13h. “Exigimos o retorno ao horário matutino”, afirmou o Sintect-DF em publicação nas redes.

Em nota, os Correios afirmaram que, diante do anúncio da paralisação, a empresa executou o Plano de Continuidade de Negócios, com medidas para garantir a manutenção dos serviços e minimizar eventuais impactos aos clientes.

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do Metrópoles DF

“Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país”, disse.

Os Correios informaram ainda que a empresa apresentou uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente. “Entre os pontos, estão o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, e a manutenção da assistência à saúde dos empregados”, acrescentou.

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Mobilização da categoria

A entidade afirma que a greve será ativa, com passeatas, atos e outras mobilizações. Nesta sexta-feira (11/9), inclusive, diretores do sindicato e trabalhadores estarão nas portas das unidades dos Correios para ampliar a adesão ao movimento e apresentar aos funcionários os pontos contestados na proposta da empresa.

A presidente do Sintect-DF, Amanda Corcino, afirmou que a categoria não aceitará mudanças que sejam consideradas retrocessos nos direitos dos trabalhadores.

“Não vamos aceitar nenhum retrocesso. Nossa greve é justa, unificada e vai mostrar a força dos trabalhadores dos Correios. Ou a empresa e o governo nos respeitam, ou vão sofrer as consequências”, declarou.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Felipe Machado.

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