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Trump explica decisão de reduzir ajuda militar à Coreia do Sul

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Alex Brandon-Pool/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (17/8) que decidiu reduzir substancialmente os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul após se frustrar com a recusa de Seul em ajudar os EUA na guerra contra o Irã.

Trump disse que conversou recentemente por telefone com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, e pediu que o país oferecesse uma “pequena ajuda” aos norte-americanos na operação contra Teerã. Segundo o republicano, Lee respondeu que a Coreia do Sul preferia não se envolver no conflito.

O republicano afirmou ter considerado a resposta incoerente diante da presença de aproximadamente 39 mil militares dos EUA na Coreia do Sul para proteger o país de uma eventual agressão norte-coreana.

“Temos 39 mil soldados lá, protegendo você de Kim Jong-un, seu vizinho, e você não vai nos ajudar em uma operação militar muito simples no Irã?”, disse Trump.

Segundo o presidente, os Estados Unidos gastam bilhões de dólares para garantir a segurança de aliados e não deveriam continuar assumindo esses custos sem receber apoio em contrapartida. “Não podemos sair por aí protegendo todos esses países, especialmente quando eles não estão lá para nos ajudar”, afirmou.

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Exercícios começaram nesta segunda

Além da falta de apoio no conflito com o Irã, Trump afirmou que os exercícios são caros e podem representar uma provocação desnecessária à Coreia do Norte.

O chefe da Casa Branca voltou a mencionar sua relação com Kim Jong-un, que classificou como “muito boa”, como parte da justificativa para reduzir as operações militares conjuntas.

A medida ocorre em um momento de tensão na península. A Coreia do Norte mantém seu programa de mísseis e aprofundou a cooperação militar com a Rússia, enquanto autoridades sul-coreanas relataram recentemente uma breve incursão de soldados norte-coreanos pela linha de demarcação militar, respondida por disparos de advertência.

Mesmo diante desse cenário, Trump defendeu a redução das manobras. “Tudo o que eu quero é justiça”, disse o presidente.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Manuela de Moura.

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