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Utopias em construção: mostra tem entrada franca e acervo inédito

Utopias em construção: mostra tem entrada franca e acervo inédito
Wey Alves/Metrópoles/ @weyalves_

Já está aberta ao público desde 11 de agosto, no Museu Nacional da República, a exposição Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo, que propõe uma imersão na memória da capital federal. Parceria entre o Metrópoles Arte e o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), o projeto une documentos históricos, fotografias e maquetes em diálogo direto com a produção de artistas contemporâneos. A entrada é franca. O projeto tem curadoria de Marcus Lontra, Marília Panitz e Rafael Peixoto.

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Sobre a exposição

Público participa da abertura da exposição Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo

Marcus Lontra

Para o carioca Marcus Lontra, que mora na capital desde 1960 e dirigiu instituições como a Escola de Artes Visuais do Parque Lage e o MAM do Rio de Janeiro, erguer a cidade no Planalto Central envolveu ousadia técnica e sensibilidade artística.

Marcus Lontra, Marilia Panitz e Rafael Peixoto, curadores da exposição Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo

O curador ressalta que a iniciativa aproxima o material guardado pelo arquivo da produção viva de grandes nomes da região.

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Maquetes foram desenvolvidas pelo escritório Bernardes – van Schaijk & Partners fazem parte da exposição

Imagem cedida ao Metrópoles/Bernardes – van Schaijk & Partners2 de 8

A mostra contará com quatro maquetes especialmente desenvolvidas para representar obras de Oscar Niemeyer

Imagem cedida ao Metrópoles/Bernardes – van Schaijk & Partners3 de 8

As bases circulares transformam cada esboço em um verdadeiro objeto museográfico

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Visitante é convidado a percorrer a estrutura de cada projeto

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Elementos de alta precisão foram fabricados por impressão 3D, enquanto outros componentes foram feitos em madeira, PVC expandido e materiais tradicionais da arquitetura

Imagem cedida ao Metrópoles/Bernardes – van Schaijk & Partners6 de 8

Em muitos momentos foi necessário “decifrar” a arquitetura

Imagem cedida ao Metrópoles/Bernardes – van Schaijk & Partners7 de 8

“A produção das maquetes exigiu, portanto, um cuidadoso trabalho de investigação e interpretação arquitetônica”, afirmam

Imagem cedida ao Metrópoles/Bernardes – van Schaijk & Partners8 de 8

O principal desafio consistiu em transformar documentos históricos em objetos tridimensionais

Imagem cedida ao Metrópoles/Bernardes – van Schaijk & Partners

A mostra busca despertar no visitante o orgulho ao evidenciar como a união de motivações políticas, sociais e estéticas viabilizou a construção do projeto modernista em apenas quatro anos. Lontra observa que esse desenho elaborado por Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Athos Bulcão permanece atual ao integrar a herança local ao cenário internacional.

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do Metrópoles Vida & Estilo

Ele defende o papel pedagógico e de intermediação da mostra ao dizer que “o curador é aquele agente cultural que sistematiza a informação, que colabora diretamente para a ligação, a comunicação entre a arte e o público”.

Obra de Brunno Giorgi
Vista geral da exposição Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo, que reúne obras e documentos sobre diferentes momentos e perspectivas da história de Brasília
Documentos, fotografias e obras compõem o percurso da exposição Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo
Documentos, fotografias e obras compõem o percurso da exposição Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo

Marília Panitz

A professora, pesquisadora e curadora Marília Panitz construiu sua trajetória focada na teoria da arte, em programas educativos e na investigação sobre a produção do Centro-Oeste. Em sua visão, a proposta se pauta pelo encontro entre a história antiga do Planalto e a urbe modernista que se instalou em seu centro. A curadora afirma que a intenção da mostra é de “articular histórias e poéticas”.

Tomando como base a rica documentação do ArPDF, a narrativa visual mostra o crescimento e a maturidade da capital a partir das figuras icônicas que participaram do projeto de Brasília. Uma das metas é provocar a reflexão do público sobre as formas de vivência coletiva e o impacto dos espaços independentes no ecossistema artístico.

Rafael Peixoto

Nascido no Rio de Janeiro e com mais de 20 anos de atuação como produtor e curador independente, Rafael Peixoto tem formação em jornalismo, o que impulsiona um olhar investigativo sobre a arte. A relação com os vazios e os volumes arquitetônicos da capital inspirou a criação de um percurso transversal no acervo.

Para ele, o projeto apresenta um conjunto de obras e registros que recuperam a trajetória do território desde antes de sua fundação até a atualidade. Peixoto entende que o conceito de utopia não é estático, funcionando como uma construção contínua que responde diretamente às demandas do presente e aos desejos do futuro.

Ao aproximar o patrimônio documental de dezenas de artistas, o especialista destaca a força da criação nacional ao concluir que “a mostra pretende trazer essa percepção e reflexão e, acima de tudo, a consciência da inteligência, da criatividade e da sofisticação brasileira manifesta em diferentes matizes.”

Serviço 

Exposição Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo

No Museu Nacional da República (SCTS Lote 2 – Plano Piloto, Brasília – DF, ao lado da Rodoviária) 

Entrada gratuita 

Visitação de terça a domingo, das 9h às 18h30 


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Rebeca Oliveira.

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