Com a ausência de grandes nomes para exercer a função de puxador de voto para a Câmara dos Deputados em São Paulo, o PL paulista tem tido nos seus bastidores uma disputa entre candidatos em relação aos valores que receberão do fundo eleitoral da legenda. Até a noite desse domingo (23/8), o partido ainda não havia registrado o valor que cada um receberá.
Neste ano, o teto que cada candidato a deputado federal tem para receber é de R$ 3,2 milhões. De acordo com membros do partido ouvidos pela coluna, a direção do PL tem indicado que aqueles que já possuem mandato devem ser favorecidos com fatias maiores de recursos.
Nos bastidores, no entanto, candidatos têm demonstrado irritação com a indefinição sobre o quanto vão receber do caixa do partido e dizem que a situação tem atrapalhado a organização da campanha, como a contratação de fornecedores e a definição das agendas de viagens pelo estado.
Candidatos e parlamentares do PL acreditam que nomes “jovens” como os vereadores Lucas Pavanato (foto em destaque) – pupilo político de Nikolas Ferreira – e Zoe Martinez sejam algumas das principais apostas para puxar voto e, consequentemente, receberem os maiores valores do fundo eleitoral.
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do Metrópoles
Nomes considerados da ala mais ligada a Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, também são citados por correligionários como os que devem ser agraciados com valores altos do fundão. Entre os mencionados, está Márcio Alvino.
Políticos de maior proximidade com a família Bolsonaro, como o deputado estadual Gil Diniz, ligado a Eduardo Bolsonaro, e Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também devem estar na lista das maiores “doações” do PL em São Paulo, segundo membros do partido..
Falta de puxadores
Na eleição deste ano, o PL paulista não contará com seus principais campeões de voto na eleição passada. Dos cinco deputados mais votados do partido no estado em 2022, quatro estão fora da sigla ou impossibilitados de concorrer.
Os dois mais votados quatro anos atrás foram Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro, com, respectivamente, 946 mil e 741 mil votos. A primeira está inelegível por ter sido condenada no STF. Já o filho do ex-presidente está autoexilado nos Estados Unidos.
O terceiro mais votado foi Ricardo Salles, com 640 mil votos. O ex-ministro do Meio Ambiente, atualmente é filiado ao Novo, partido pelo qual é candidato ao Senado em São Paulo. Já o quarto na lista do PL foi Guilherme Derrite, que também concorre ao Senado, desta vez pelo PP.
O único remanescente entre os cinco mais votados do PL em 2022 é o Pastor Marco Feliciano.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Vinicius Passarelli.

