Uma casa de alto padrão localizada em Maresias, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, foi um dos alvos da Operação Merx, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Corregedoria da Polícia Civil. O imóvel, segundo apurado, é atribuído ao investigador Marcos Vinícius de Souza Melo, um dos policiais presos preventivamente por suspeita de integrar esquema de desvio de cargas de eletrônicos e cobrança de propina.
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Em imóvel ligado a investigador, promotores e policiais da Corregedoria localizaram armas e outros objetos.
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Imóvel ligado a investigador preso por corrupção foi alvo de busca e apreensão.
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Imóvel ligado a policial preso por suspeita de corrupção fica em Maresias, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo.
O MPSP descobriu que um grupo de policiais civis apreendeu cargas de celulares de origem irregular e, depois, exigiu pagamento de propina para liberar o carregamento a empresários ligados ao contrabando de mercadorias eletrônicas. Um advogado fazia a intermediação e dois empresários faziam o pagamento exigido pelos policiais.
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De acordo com as investigações, a propina exigida para liberação das cargas chegou ao total de R$ 2,35 milhões. Os valores cobrados chegavam a cerca de 70% do total do carregamento.
A Justiça decretou a prisão preventiva de sete investigados, entre os quais, quatro são policiais civis. São eles: José Adriano, Bruno Moreno, Marcos Vinicius e Wagner Ramalho — este último, até o momento, não foi localizado. O investigador Wagner de Lima foi afastado do cargo e proibido de manter contato com investigados e testemunhas. Ele não foi alvo de prisão.
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do Metrópoles SP
Os outros presos são o advogado Sidiclei Almeida e o empresário Jonathan Vieira. Um segundo empresário também é alvo de prisão e não teve o nome divulgado.
Foram cumpridas 18 ordens judiciais de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Delegacias também foram alvo das buscas realizadas por promotores e policiais da Corregedoria. Entre elas, estão delegacias em Cotia e Embu das Artes.
A Vara Regional de Garantias de Osasco também determinou o sequestro e o bloqueio de bens no valor total de até R$ 4 milhões.
O Metrópoles procurou e não localizou a defesa dos presos. O espaço segue aberto para atualizações.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Marcus Pontes.

