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Vereador do Cidadania tem mandato cassado na Câmara Municipal de Campinas

Vereador do Cidadania tem mandato cassado na Câmara Municipal de Campinas
Reprodução/Redes sociais

O vereador Vini Oliveira (Cidadania) teve o mandato cassado nesaa quarta-feira (9/9) por quebra de decoro parlamentar. A decisão foi tomada durante sessão de julgamento na Câmara Municipal de Campinas, no interior de São Paulo, e recebeu 23 votos favoráveis, um a mais do que os 22 que eram necessários para confirmar a perda do mandato.

A cassação foi baseada em uma denúncia analisada pela Comissão Processante (CP) da Câmara, que envolve a atuação de Vini durante o processo de concessão do transporte público de Campinas e uma reunião com representantes de uma das empresas envolvidas na disputa.

Entenda o motivo da cassação

O caso começou após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que registraram um encontro entre o vereador e representantes da empresa Smile, em abril deste ano. De acordo com a comissão, ele deixou o local carregando um malote e envelopes. A reunião ocorreu menos de um mês após o leilão da concessão do transporte público de Campinas.

A CPI reconheceu que fiscalizar os serviços públicos é uma das funções dos vereadores, mas nesse caso, Vini teria extrapolado essa atribuição. Segundo o relatório, o vereador usou o cargo para obter informações e formular denúncias contra empresas que participavam da disputa pelo transporte público antes da conclusão da licitação.

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do Metrópoles SP

Quem votou a favor

Dos 33 parlamentares da casa, 23 votaram a favor da cassação, cinco foram contrários e outros quatro vereadores estavam ausentes. Confira a lista dos favoráveis:

Vini Oliveira deve ser substituído pelo advogado e ativista social Tak Chung Wu, de 61 anos, primeiro suplente do Cidanania. Tak recebeu 956 votos nas eleições de 2024, em contraponto com o agora ex-vereador, que foi o segundo mais votado com 11.423 votos.

O que diz a defesa do vereador?

O Metrópoles entrou em contato com Luciano Stringheti, parte da equipe de defesa de Vini Oliveira, que afirmou que o processo de cassação foi injusto e que as filmagens que motivaram a denúncia constituem prova ilícita, por terem sido obtidas de forma ilegal.

O advogado destacou que perícias identificaram cortes e manipulações no vídeo e ressaltou ainda que a reunião não registrou nenhum ato desonesto, ressaltando que o parlamentar atuou no cumprimento de seu dever de fiscalização e repassou todos os documentos recebidos ao Ministério Público estadual (MPSP)


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Matheus Andriani.

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