Belo Horizonte — Liliane França da Silva, viúva do gari Laudemir de Souza Fernandes, assassinado em agosto de 2025, em Belo Horizonte, vai concorrer a uma vaga de deputada federal por Minas Gerais nas eleições deste ano. Filiada ao PDT, ela teve a candidatura oficializada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na disputa, Liliane adotou “Lili do Gari” como nome de urna.
Natural de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ela nasceu em 14 de março de 1981. No site do TSE, a candidatura está identificada como “concorrendo” e recebeu o número 1230.
“Antes de tudo isso, eu era técnica de higiene bucal. Morava no Darcy Ribeiro, em Contagem, com o homem que eu amava. Tinha uma vida simples, cheia de planos pequenos e bonitos. Casa própria. Casamento na igreja. Uma viagem juntos. A vida que eu conhecia acabou num dia de segunda-feira, às 9 da manhã, numa rua de Belo Horizonte. Mas eu ainda estou aqui. E enquanto eu estiver, essa história vai ser contada“, escreveu nas redes sociais.
De acordo com Liliane, a candidatura representa a voz dos trabalhadores, especialmente daqueles que enfrentam longas jornadas e buscam respeito, dignidade e oportunidades.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles
Ela afirma que pretende defender os direitos da categoria, valorizar os profissionais que ajudam a movimentar o país e lutar por melhores condições de trabalho, além de avanços nas áreas de saúde, educação e segurança para as famílias brasileiras.
Ver essa foto no Instagram
Um post compartilhado por LILIANE FRANÇA 🧹 (@lilidogari)
Relembre o caso
Renê da Silva Nogueira Júnior segue preso desde agosto de 2025, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 57 anos, no bairro Vista Alegre, Região Oeste de Belo Horizonte.
O crime ocorreu na manhã do dia 11 de agosto, quando Renê, irritado com o caminhão de lixo que atrapalhava o trânsito, desceu de seu carro armado e atirou contra o trabalhador. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele apontou a arma para a motorista do caminhão e, em seguida, executou o gari com um tiro.
E arma utilizada no crime estava registrada em nome da delegada Ana Paula Lamego Balbino, esposa de Renê. Dois dias após o homicídio, Ana Paula apresentou atestado médico e foi afastada das funções.
A delegada responde a um processo administrativo interno na Polícia Civil e o Ministério Público ofereceu a ela um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP).
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Larissa Ricci.

