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Zema sai em defesa de Mendonça e diz não ver excesso em atuação do ministro

Zema sai em defesa de Mendonça e diz não ver excesso em atuação do ministro
Campanha Romeu Zema

Ex-governador de Minas Gerais e candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema saiu em defesa do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), um dos envolvidos nas investigações sobre o Banco Master, durante coletiva nesta terça-feira (8/9), em São Paulo. A jornalistas, Zema declarou não ver excessos na atuação do magistrado, e afirmou que “investigar, doa a quem doer, não é crime”.

Questionado sobre a atuação de Mendonça nas apurações, o ex-governador afirmou que o ministro tem um perfil diferente de “outros colegas” da Corte, e que não busca protagonismo.

“Me parece que ele não tem tido nada de querer se transformar em uma “estrela” no mundo jurídico ou político, como outros ministros que procuram visibilidade”, declarou Zema em referência ao também ministro Alexandre de Moraes.

Ainda segundo o candidato do Novo, quaisquer excessos na condução do caso devem ser corrigidos pelo presidente do Supremo, Edson Fachin. Para Zema, no entanto, a investigação tem sido conduzida de maneira adequada.

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do Metrópoles SP

“Eu acho que não teve excesso. Na minha opinião, está tudo sendo muito bem conduzido”, declarou ele, que também caracterizou Mendonça como um ministro “ponderado, diferente dos colegas”.

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Sem mencionar diretamente o nome de Moraes, Zema também afirmou que “a permanência de alguns ministros do STF no cargo é uma vergonha para o país”, e defendeu que é necessário fazer uma “limpeza” no Supremo.

O ex-governador foi além, afirmando que, em sua visão, a democracia brasileira está “mais do que ameaçada”. Ele também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela postura diante das investigações, e afirmou que o presidente estaria se mantendo distante por haver pessoas ligadas ao governo e ao partido envolvidas no escândalo do Banco Master.

O ex-governador concluiu afirmando que ainda acredita que o caso Banco Master pode revelar novos elementos, e que é “muito maior do que qualquer um é capaz de imaginar”.

“Essa questão do banqueiro bandido é muito maior do que qualquer um é capaz de imaginar e ainda tem muito telefone celular, muito WhatsApp para ser mostrado”, declarou.

Crise no STF

A crise no STF teve seu estopim no suposto envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, conforme conversas divulgadas ao longo das últimas semanas.

Moraes virou epicentro do conflito após um relatório da Polícia Federal mapear trocas de mensagens e ao menos seis encontros entre o magistrado e o banqueiro. A suspeita é de que o ministro do STF tenha recebido vantagens econômicas para municiar Vorcaro com informações sigilosas sobre operações policiais.

A crise escalou após Moraes afirmar, na última quinta-feira (3/9), haver “fortes indícios” de que o colega de Corte André Mendonça cometeu abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero. Moraes remeteu o caso ao presidente do tribunal, Edson Fachin, no âmbito do Inquérito das Fake News.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Victor Aguiar.

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