A eleição para a presidência do diretório regional acontece em meados de 2019, mas as tendências internas Democracia Radical (DR), Democracia Social (DS), Avante e os que não pertencem a nenhuma delas já declararam guerra pelo controle do partido.
A DS, coordenada pelo grupo político do ex-deputado federal Sibá Machado, não aceita mais o comando do partido nas mãos de Cesário Braga, da majoritária DR, comandada pelo professor Francisco Nepomuceno, o Carioca. “Não aceitamos mais Cesário Braga nem ninguém da DR no comando do PT”, disse um petista, atribuindo o fracasso do partido nas eleições passadas à DR”.
Sibá Machado foi visto ontem na Assembleia Legislativa conversando com os deputados Jonas Lima e Leila Galvão, buscando apoio para uma reestruturação e renovação do PT. O confronto entre a DS, de Sibá, e a DR de Carioca, é público e é motivo de racha interno no partido. Com a derrota nas eleições a luta interna se acentuou.
Líderes da DS, como por exemplo, o deputado Jonas Lima, critica abertamente a DR, que indicou os quaro últimos presidentes do diretório regional. O professor Ermício Sena, o deputado Daniel Zem, Cesário Braga e André Kamai que conduziram os processos eleitoral de 2010, 2012, 2016 e 2018.
O rompimento do presidente da Aleac, deputado Ney Amorim, com o PT também é debitado na conta da DR, que não podia permitir o lançamento de dois nomes ao Senado no momento em que o partido enfrentava seu maior desgaste no Acre.
“A DS e o Sibá perdem no voto”
“A Democracia Social e o Sibá Machado mandaram muito tempo no PT do Acre, mas foram perdendo espaço para a DR”, explicou um membro do diretório petista. Segundo ele, não foi nada forçado, foi natural que começou a partir dos diretórios municipais nos municípios. Disse que o mais importante não é destronar a DR, mas fazer composições que atendam as mais variadas tendências do partido.
De acordo com esse dirigente, se o Sibá e a DS forem para o confronto vão perder no voto dentro do diretório regional. Explicou que é muito importante a organização do partido no Acre, mas dentro do campo democrático respeitando o espaços.
Jorge Viana busca o equilíbrio
Jorge Viana, Marcus Alexandre, Raimundo Angelim, Tião Viana e outros petistas de proa não integram nenhuma das tendências internas. Atuam como sistema de contrapesos trazendo equilíbrio ao partido para manter a unidade. A DR busca esse apoio desse grupo, já que quase toda máquina do governo estava nas mãos da DR nos últimos oito anos.
O PT no Acre trava uma de suas maiores guerras internas desde que foi fundado no início da década de 80.
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18 Dez 2018 do YacoNews
Por Astério Moreira
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