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Mesmo com Gladson chorando miséria, governo do Acre recebeu nos primeiros 40 dias de 2019 mais de R$ 457 milhões somente de FPE

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14 Fev de 2019 do YacoNews


Pelo menos nesses quase dois meses de gestão, o governo de Gladson Cameli, apesar de nas últimas coletivas de imprensa falar em apertar o cinto e ir com o pires na mão em Brasília, tem recebido ajudas do governo federal, por meio do Fundo de Participação dos Estados, generosas. Nos primeiros 40 dias de 2019, o Estado recebeu mais de R$ 457 milhões, sendo R$ 259 milhões durante todo o mês de janeiro e R$ 198 milhões no último dia 10 de fevereiro. O Tesouro Estadual ainda aguarda dois repasses em fevereiro. Durante todo o mês de fevereiro do ano passado, os cofres do Acre receberam mais de R$ 280 milhões.

Nos primeiros 40 dias do ano passado, o governo de Sebastião Viana havia recebido do FPE R$ 415 milhões, R$ 42 milhões a menos que a gestão de Gladson Cameli.

Apesar do cenário de crise econômica nacional e o Estado passando por dificuldades para honrar compromissos com servidores e fornecedores, 2019 pode ser um ano em que o governo do Acre, na gestão de Gladson Cameli (Progressistas), poderá receber R$ 3,3 bilhões de repasses federais oriundos dos Fundos de Participação dos Estados (FPE) e de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A projeção é confirmada através do Boletim do Tesouro Nacional divulgado no início do ano.

Levantamento feito pelo ac24horas revela que o Estado do Acre poderá ter uma injeção financeira de até R$ 150 milhões em comparação com os dados consolidados do ano passado. De acordo com a União, a projeção é que o Estado receba este ano R$ 2.6 bilhões de FPE e R$ 731,6 milhões de Fundeb, valores superiores as projeções do ano de 2018, que indicaram R$ 2,4 bilhões de FPE e R$ 685 milhões de verba para custear a educação.

O valor consolidado de verbas repassadas ao Estado em 2018 foi de R$ 2,4 bilhões de FPE e R$ 644 milhões de recursos carimbados para educação, sendo cerca de R$ 40 milhões a menos que projeção do Tesouro do repasse do Fundeb. De acordo com o Tesouro Nacional, os valores repassados do Fundeb correspondem a 20% do valor total do Fundo de Participação do Estados.

Além do FPE (que não vem carimbado) e do FUNDEB (carimbado para a educação), o Estado ainda recebe transferências obrigatórias da União que são carimbadas para a Saúde, o Sistema Penitenciário, Assistência Social e a Segurança Pública, além das transferências voluntárias dos ministérios em razão de convênios e contratos de repasse.

Procurado para comentar os números, a assessoria do governo informou que apesar dos últimos repasses serem superiores ao ano passado, o Estado tem déficit de mais R$ 800 milhões e a perspectiva para os próximos meses é de buscar o equilíbrio das contas públicas, na relação despesa x receita.

Parte considerável desses recursos são usados para quitação de dívidas imediatas, salários atrasados e a folha atual, benefícios, empréstimos, custeio da máquina, fornecedores, obras paradas e precatórios, informou o governo.

Questionado se os fornecedores que tem valores a receber desde o ano passado, poderão contar com a quitação desses débitos, o governo afirmou que ainda não é possível fazer essa previsão. “O déficit é muito grande em relação a receita média, o FPE oscila, o governo vai observando as prioridades mês a mês”, explica a assessoria.



ac24horas

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Contrariando o próprio decreto, prefeito Mazinho vai pagar em 4 dias R$ 7.200 de diárias a Secretário de Assistência Social em Brasília

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Prefeito Mazinho descumpre com o decreto sancionado no dia 01 de Dezembro 2022, com número 090/2022 no que diz “Art. 2°Ficam suspensas a concessão de qualquer pagamento de gratificações, diárias e ajuda de custo a todo e qualquer servidor efetivo, comissionado ou provisório, independente da fonte orçamentária.”

Diante da falta de compromisso com os próprios servidores, o prefeito Mazinho Serafim descumpre o seu próprio decreto, e vai pagar 9 diárias no valor de 7.200 (Sete mil e Duzentos reais) ao Secretário de Assistência Social, Daniel Herculano possivelmente para prestigiar a posse de sua esposa, deputada federal eleita Meire Serafim.

No portal da transparência da Prefeitura de Sena Madureira constam 9 diárias para o Secretário que está em Brasília. Porém, empenho das despesas são para custeios entre os dias 28 a 31 de Janeiro deste mês (apenas 4 dias), afim de visitar o Ministério de Desenvolvimento Social e os Gabinetes de Deputados Eleitos do Acre, segundo argumento especificado no próprio portal da transparência do município.

Além do descumprimento do decreto o Prefeito Mazinho que também está em Brasília, deixou as contas públicas “penduradas” mais uma vez, há funcionários com mais de quatro meses sem receber.

E pasmem, a reportagem teve acesso ao Gabiente do Deputado Federal Gerlen Diniz que diz desconhecer a agenda programada pelo Secretário Daniel Herculano em seu gabinete como consta nas especificações acima.

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BRASIL

Marina diz que governo usará recursos do Fundo Amazônia para ajudar povo Yanomami

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A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou nesta segunda-feira (30) que o governo federal utilizará recursos do Fundo Amazônia para ajudar o povo Yanomami.

A população indígena sofre com uma grave crise de saúde, com inúmeros registros de desnutrição e malária.

“Os recursos do Fundo Amazônia serão deslocados para ações emergenciais. Essas ações estão sendo tratadas em vários níveis, que envolvem: a questão da saúde; o tratamento ao problema da grave situação de fome, que está assolando as comunidades; a parte de segurança, para que essas pessoas possam ficar em suas comunidades, e isso tem a ver com operações de desintrusão do garimpo criminoso dentro dessas comunidades”, declarou a ministra.

Marina Silva deu a declaração em uma entrevista coletiva em Brasília, após ter se reunido com a ministra da Cooperação da Alemanha, Svenja Schulze.

Fundo Amazônia
Criado em 2008, o Fundo Amazônia é destinado a financiar ações de redução de emissões provenientes da degradação florestal e do desmatamento. É considerada uma inciativa pioneira na área.

Além de apoiar comunidades tradicionais e ONGs que atuam na região amazônica, o fundo fornece recursos para estados e municípios para ações de combate ao desmatamento e a incêndios.

O fundo é abastecido com recursos de doações internacionais. Os governos de Alemanha e Noruega respondem, juntos, por mais de 99% dos depósitos.

Em dez anos (2009 a 2018), o fundo aplicou mais de R$ 1 bilhão em 103 projetos de órgãos públicos e organizações não-governamentais. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) administra os recursos e aprova os projetos.

Em 2019, primeiro ano do governo Jair Bolsonaro, as ações do fundo foram paralisadas. Na ocasião, o governo suspendeu comitês, entre eles o Comitê Orientador do Fundo Amazônia (COFA), que tem como atribuição estabelecer as diretrizes e critérios para aplicação dos recursos do fundo. Isso levou Noruega e Alemanha a suspenderem os repasses.

Em 1º de janeiro, dia em que tomou posse como novo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma série de medidas, entre elas um decreto em que determinou a retomada do fundo.

Após a edição do decreto, entidades ambientais disseram ter boa expectativa com a retomada do fundo, afirmando ser possível garantir a preservação ambiental da região e a buscar o desenvolvimento sustentável.

Também após o decreto, a Noruega informou que o Brasil já poderia gastar cerca de R$ 3 bilhões doados pelo país ao Fundo Amazônia. E a Alemanha anunciou a destinação de 35 milhões de euros.

Por G1 e TV Globo

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Boate Kiss: Sobrevivente relata mulher de vermelho e viraliza nas redes sociais

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Em seu perfil profissional no Instagram, a fisioterapeuta pediátrica Jéssica Duarte, fez uma série de vídeos em que conta sua experiência como sobrevivente do incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A tragédia deixou 242 mortos e 636 feridos. As postagens foram repostadas em diversas redes sociais e acabaram viralizando.

Na época do desastre, Jéssica tinha 20 anos. Ela teve cerca de 40% do corpo queimado naquele dia 27 de janeiro e, por conta das feridas, ficou por 25 dias na UTI. Atualmente, com 30 anos e morando em Curitiba, Jéssica é mãe e ainda convive com as marcas da tragédia pelo corpo.

Um dia antes do aniversário de 10 anos do caso, ela abriu uma caixinha de perguntas para compartilhar suas vivências com seus seguidores. Jéssica foi para Santa Maria para cursar Administração na Federal de Santa Maria e iria tentar vestibular para Engenharia Química em 2013, quando tudo mudou. “Eu não queria ir para a Kiss, não curtia muito, só que o Bruno queria ir, ele curtia a banda. A gente tentou ir para outro bar, mas a fila estava imensa e acabamos indo para lá. A gente ficou uma hora e meia, duas horas no máximo”, lembrou.

“A única coisa que passou pela minha cabeça na hora foi ‘sério que vai acabar assim?’. Eu comecei a cantar alguns cantos da umbanda, que vieram na minha cabeça e eu só pensava que aquilo não fazia sentido”, resumiu.

Jéssica conta que foi retirada inconsciente da boate e que foi salva por outro sobrevivente. Foi um menino que estava lá no dia e, quando ele estava saindo em direção a porta e de repente sentiu alguém tocar o pé dele. Esse alguém era eu, só eu estava desacordada. Aí fez respiração boca a boca, massagem cardíaca, até que eu voltei. Não fui retirada pelos bombeiros, foi esse anjo que sentiu minha presença ali e teve a coragem de me tirar lá de dentro”, contou.

“Eu consegui sair de lá de dentro e eu não sabia onde estava meu ex-namorado. Depois eu descobri que ele conseguiu sair consciente, só que ele voltou inúmeras vezes para tentar me tirar lá de dentro. Foram nessas inúmeras tentativas que ele inalou muita fumaça e ficou num estado pulmonar muito grave. Por anos, eu fiquei na cabeça que, se eu tivesse conseguido sair com ele, ele não precisava ter saído e voltado tantas vezes e isso não teria acontecido”, revelou aos seguidores. Bruno, seu ex-namorado, acabou morrendo em decorrência do acidente.

Depois de ir para o hospital, os pais da jovem a “blindaram” das notícias, e, por muito tempo, ela não sabia o que tinha acontecido. “Achei que era só eu que estava no hospital. A gente tinha uma viagem marcada, eu e o Bruno, e eu achei que ele tinha ido viajar e me deixado no hospital”, lembrou. Jéssica só ficou sabendo da proporção da tragédia 15 dias depois que ela já tinha acordado, no mesmo dia em que recebeu a visita do irmão melhor.

Cicatrizes dos traumas

Jéssica se define como uma pessoa com muitos traumas que precisam ser tratados. E que a tragédia mudou completamente quem ela é. “Minha vida são dois períodos: um antes e um depois do incêndio. E quem me conhecia antes sabe que são duas pessoas completamente diferentes”, publicou nos stories.

Ela diz que não acredita que leva uma vida normal, mesmo tendo se passado 10 anos, ter mudado de cidade e constituído um novo momento na sua trajetória pessoal e profissional. “Meu grande trauma foi perder uma pessoa que eu amava muito, todo o resto ficou pequeno diante disso. Tudo que aconteceu comigo não faz que minha vida seja normal, mas estar ativa na terapia me ajuda muito e exercício físico também. E, para mim, o que me fez ter uma vida mais leve foi ter saído de Santa Maria e ter me isolado de tudo que aconteceu”, confessou. Jéssica contou que ainda tem contato com a família de Bruno e ainda sente pela morte do namorado.

Nas série de vídeos, a fisioterapeuta comentou o lançamento do documentário “Boate Kiss – a tragédia de Santa Maria”, da Globoplay, e da série “Todo dia a mesma noite”, da Netflix. “O público está bem dividido, tanto por sobreviventes, pais, familiares, amigos, tanto por pessoas aleatórias que não viveram isso. Eu, Jessica, acho que deveria existir. Quanto mais a gente falar, menos chance tem de acontecer de novo. Vai poder repassar para vocês o que a gente passou detalhadamente”, apontou, ressaltando que é a sua visão individual.

A mulher de vermelho

Um dos vídeos de Jéssica que mais viralizou foi o que ela comenta sobre “A mulher de vermelho”, que virou uma espécie de lenda macabra sobre a tragédia. A fisioterapeuta conta que, quando estava no hospital, ela via uma mulher vestida de vermelho quando fechava os olhos. “Eu tomava medicamentos muito fortes e eu não conseguia descansar. Eu lembro que não conseguia descansar porque toda vez que eu fechava os olhos, eu via uma mulher de vermelho que me chamava para algo muito ruim e, por isso, eu não gostava de dormir. Era uma energia muito ruim”, contou o que define ser um delírio.

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