9 de julho de 2026

Caso Telexfree é uma incógnita; 70 mil pessoas no Acre investiram

03 de Julho de 2019 YACONEWS

Um dos casos mais famosos de pirâmide no Brasil foi o da Telexfree, que no início dos anos 2010 teria levantado quase US$ 1 bilhão com promessas de rápido retorno financeiro, sob a fachada de uma provedora de telefonia via internet (Voip). Um dos maiores divulgadores do esquema, Clair Berti, conhecido como Yatri, alegou na época ter ganhado mais de R$ 4 milhões.


Hoje, ele responde a processo na Justiça de Santa Catarina por crime contra a economia popular. Ainda assim, nos anos seguintes se envolveu em outros casos denunciados pelas autoridades, como a BBOM (de rastreadores automotivos), Frutos da Terra (de imóveis), WCM77 (de armazenagem em nuvem) e agora faz propaganda da companhia 18k, do ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho, que está sob análise da CVM após recebimento de denúncia.

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“Eu trabalho com marketing multinível há 25 anos. No Brasil não existe regulamentação disso. As pirâmides financeiras só vão parar quando houver regulamentação do marketing multinível”, disse Berti ao Valor.

A Justiça Federal do Espírito Santo aceitou denúncia contra 22 envolvidos no caso da Telexfree (nome fantasia da Ympactus Comercial) por funcionamento clandestino de instituição financeira, pirâmide e sonegação, incluindo os sócios Carlos Costa e Carlos Wanzeler. O advogado da empresa, Rafael Lima, diz que não houve crime. “Ficou provado que o serviço existia e não era clandestino. Não tinha autorização da Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações] porque não precisava, a sede era nos EUA.” A Justiça do Acre, Estado onde cerca de 70 mil pessoas fizeram parte da jogada, determinou pagamento de R$ 3 milhões por danos coletivos.

Com informações do Valor Econômico e ac24horas