Sandra vende geladinhos há um mês em frente a uma lanchonete no Centro de Rio Branco e dá descontos para os clientes que oferecerem um abraço como parte do pagamento. A ‘Terapia do Amor’, como foi batizada a ação, ocorre apenas às segundas-feiras.
“ACHEI QUE IA DAR ABRAÇOS, MAS GANHEI ABRAÇOS. SINTO QUE HOJE ESTÁ MUITO NO VIRTUAL, MUITO DISTANTE DO SER HUMANO, ENTÃO, QUERIA ALGO QUE APROXIMASSE O TOQUE, TOCAR A VIDA MESMO. SÃO BRINCADEIRAS COM MUITO RESPEITO E TEM SIDO BEM BACANA E O PESSOAL TEM GOSTADO BASTANTE”, CONTOU.
“Já vinha pesquisando, tinha algo em mente e encontrei uma página em Fortaleza, que não é igual e serviu de referência para minha ideia. O dia da terapia do abraço é toda segunda-feira, não é todo dia, para não ficar aquela coisa chata”, confessou.
Começo
A ideia de fazer e vender os geladinhos partiu de uma necessidade financeira. Há um mês, Sandra montou a barraquinha em frente a lanchonete e comercializa os doces no horário do almoço. Ela chega às 11h e volta para casa no máximo às 14h.
“Comecei pelas cartinhas. Todo dias escrevo uma mensagem diferente. Tem evangélica, de bom dia, de doce e brincadeiras. Pessoal começou a ir e gostou. Só que tinha em mente em fazer algo diferente, que o geladinho fosse só uma desculpa para algo maior que queria, que é contribuir com um mundo melhor, cultivar o amor e a gentileza”, relembrou.
A autônoma trabalhava como consultora de beleza antes do novo negócio. Precisando de mais dinheiro, começou a fazer os doces e vender no condomínio onde mora, na capital acreana. O geladinho ganhou fama, um amigo indicou para outro amigo e Sandra começou a fazer delivery no condomínio.
Uma vez instalada e conhecida entre a clientela, Sandra colocou a ideia dos abraços em prática. Quem passa perto do local logo vê a autônoma em sua barraquinha com um guarda-chuva amarelo, um vaso de flores no chão, uma lousa com o menu ao lado e outros utensílios de decoração coloridos.
“Na segunda, faço uma cartinha diferente, falo um pouco do abraço, do poder do abraço, que cura e é gostoso”, frisou.
Por Aline Nascimento, do G1 Acre



