27 de Agosto de 2019 YACONEWS
Os militares foram presos na Operação Calvário do Ministério Público do Acre (MP-AC), em novembro de 2018.
A 3ª Vara Criminal de Rio Branco condenou Ângelo Gleiwitz Moreira Siriano, Anailton Oliveira da Cunha e Adonai Oliveira de Souza. Eles devem pagar a pena em regime fechado. A sentença foi dada nesta sexta-feira (23).
Segundo informou o MP-AC na época da ação, os militares teriam pregado um homem no assoalho de uma casa para conseguir informações sobre o paradeiro de objetos furtados de outro policial.
Ao G1, o advogado dos três militares, Wellington Silva, afirmou que vai recorrer da decisão. Dos três, Anailton Oliveira esperava o resultado do processo em prisão domiciliar. Os demais estão presos no Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA).
“Vamos recorrer porque não aceitamos a sentença em nenhum termo. Discordamos pela pena, pela falta de detalhamento e teses levantadas pela defesa, pelos fundamentos da condenação, falta de exames e provas”, justificou.
O Comando da PM informou que já foi notificado da decisão e “à PM cabe o cumprimento”.
Sentença
O PM Ângelo Gleiwitz Siriano pegou a maior pena: 5 anos, 3 meses e 22 dias de prisão. Já Anailton da Cunha e Adonai de Souza devem ficar presos por 4 anos, 4 meses e 15 dias, cada. Os três tiveram negado o direito de recorrer da decisão em liberdade.
A Polícia Militar do Acre (PM-AC) informou que deve se posicionar sobre o caso apenas nesta terça-feira (27).
Dos três, apenas Ângelo Gleiwitz confessou ter praticado o crime. Os colegas dele negam ter participação no episódio.
Caso
O MP-AC começou a investigar o caso por meio do Centro de Atendimento à Vítima (CAV), em maio do ano passado, quando o homem procurou o órgão.
A vítima seria usuária de drogas e tinha furtado a casa de um dos PMs. Fora do serviço, o militar, juntamente com os dois colegas, foram ao bairro Papouco e torturaram algumas pessoas até chegar no suspeito.
Ao descobrirem quem era pessoa, os militares teriam entrado na casa do homem e começaram a torturar o rapaz.



