12 Ago de 2019 do YacoNews
Leonildo Rosas
Números não mentem!
Com quatro noites a mais, a primeira Expoacre de Gladson Cameli movimentou R$ 25,6 milhões a menos do que a última de Tião Viana.
No ano passado, por decisão de governo, a feira de negócios foi realizada em apenas cinco noites. Mesmo assim, movimentou R$ 99,6 milhões.
Foi uma movimentação diária de R$ 19,9 milhões.
Para este ano, o governador Gladson Cameli se empenhou pessoalmente para organizar a Expoacre.
Mudou o seu gabinete e secretarias para dentro do parque.
Queria fazer do evento um marco na sua cambaleante administração. Não conseguiu.
Pôs dentro do Parque de Exposições Wildy Viana um dos seus homens de confiança: Júlio César Moura, o Roxinho. Mas o resultado não foi o esperado.
Cameli anunciou que o movimento de negócio foi de apenas R$ 74 milhões. Exatamente R$ 25,6 milhões a menos do que 2018.
Como de praxe, segundo resultado apresentado pelo governador, os bancos foram os responsáveis pela maior movimentação, com um total de R$ 40,4 milhões.
Em seguida vieram as indústrias, que fizeram R$ 13,8 milhões em negócios.
A pecuária ficou em terceiro lugar, com R$ 12 milhões.
Se tivessem incluído o faturamento dos shows, em particular o da Marília Mendonça, o resultado econômico seria maior. Com certeza.
Para justificar o que não tem justificativa, o governador declarou: “Os dados deste anos são reais, sem maquiagem”.
Ao fazer essa declaração, Cameli ofende o trabalho do principal parceiro do evento: o Sebrae.
No últimos anos, os estudos socioeconômicos da Expoacre foram realizados pelo Sebrae, entidade com notória experiência e qualidade para a tarefa.
Quando diz que houve “maquiagem”, o governador põe em xeque a credibilidade do parceiro e dos funcionários que fizeram os levantamentos em anos anteriores.
