3 de junho de 2026

Após 35 dias de paralisação, servidores dos Correios suspendem greve no Acre

Após 35 dias de paralisação, servidores dos Correios suspendem greve no Acre

Após 35 dias de greve, os servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, os Correios, suspenderam a greve e parte dos trabalhadores já retornou ao trabalho nesta terça-feira (22).

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O retorno das atividades foi após decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que aprovou na segunda (21) um reajuste de 2,6%. Entretanto, a categoria teve a perda de 50 das 79 cláusulas do acordo coletivo de trabalho, o que corresponde a 40% a menos no salário anual.

A paralisação foi deflagrada depois que os trabalhadores foram surpreendidos com a revogação do atual Acordo Coletivo que estaria em vigência até 2021 e também contra a privatização da empresa. A presidente do Sindicato dos Correios e Telégrafos do Acre (Sintec-AC), Suzy Cristiny, afirma que não houve a manutenção do acordo coletivo firmado em 2019.

“Infelizmente, por quatro a três, permaneceu a vontade da retirada dos direitos dos trabalhadores. E foi um retirada muito cruel, diante de uma pandemia onde os Correios lucraram três vezes mais e tivemos um corte nestas garantias, impactam a redução até de 40% na renda anual dos trabalhadores. Então, isso representa um alerta para toda classe trabalhadora, independente de ser de Correios, porque isso demonstra o cenário que temos de precarização trabalhista”, disse.

“Sobre os dias parados, foi decidido que metade do período será descontado em folha e a outra metade será compensada, a fim de beneficiar a sociedade, normalizando o mais rápido possível a entrega de cartas e encomendas”, informou o documento.

Além disso, a empresa informou que segue com a realização de mutirões de entrega, inclusive, aos finais de semana e feriados, com o objetivo de reduzir os efeitos da paralisação.

“A empresa agora empreenderá todos os esforços para recompor os índices de eficiência dos produtos e serviços, considerados essenciais, nesse momento em que a população brasileira mais precisa”, concluiu.

Durante a greve, os servidores fizeram vários atos, e chegaram a sepultar a privatização da empresa eles também fizeram uma campanha de coleta de alimentos.