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Mesmo cassado, Manuel Marcos custou quase R$ 400 mil ao contribuinte nos meses de setembro e outubro
Leonildo Rosas
A Justiça demorou, mas fez o seu papel.
No dia 22 de setembro, com quase dois anos de atraso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a decisão da justiça eleitoral acreana e cassou os mandatos da deputada estadual Juliana Rodrigues e do deputado federal Manuel Marcos, por abuso de poder econômico.
No âmbito do parlamento estadual, Juliana Rodrigues perdeu o mandato e foi empossado, no seu lugar, o ex-juiz Pedro Luiz Longo.
O mesmo não se pode dizer na Câmara dos Deputados. Até hoje o dono do mandato, o petista Léo de Brito, o Léo do PT, não tomou posse.
O prejuízo, nesse caso, é duplo.
Mesmo estando cassado, portando aos olhos da lei sem mandato, Manuel Marcos custou aos cofres públicos quase R$ 400 mil, no meses de setembro e outubro.
Digamos que em setembro, em razão da confirmação da cassação ter ocorrido no fim do mês, que ele teria direito a receber o salário de R$ 33. 763,00 ao demais benefícios que os parlamentares fazem jus.
O problema maior está em outubro.
No mês passado, além do salário, Manuel Marcos recebeu auxilio-moradia, cota parlamentar e verba de gabinete.
Nessa despesas, chama a atenção que dos R$ 53.383,43 destinados à cota parlamentar, o deputados cassado tenha gastado R$ 40,760,00, o equivalente a 76,35%, na divulgação do inexistente mandato.
Veja os gastos aqui.
A maior parte da divulgação do mandato cassado, segundo o Portal da Transparência da Câmara dos Deputados foi com a empresa MultGraf Indústria Gráfica, Editora e Comércio, que recebeu R$ 32.760,00.
Os outros R$ 8 mil foram para empresa MJ de Almeida Júnior.
Até agora não há data de quando Léo de Brito será empossado.
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