3 de junho de 2026

Sargento Nery é indiciado por tentativa de homicídio em episódio de tiro contra estudante

Sargento Nery é indiciado por tentativa de homicídio em episódio de tiro contra estudante

O inquérito policial que investiga o sargento da Polícia Militar do Acre Erisson de Melo Nery, de 39 anos, preso preventivamente por efetuar quatro tiros contra o estudante Flávio Endres de Jesus Ferreira, de 30 anos, durante um tumulto ocorrido em um bar de Epitaciolândia, na madrugada do dia 28 de novembro passado, foi transformado em dois.

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No primeiro inquérito, já concluído e encaminhado ao Poder Judiciário, Nery foi indiciado por tentativa de homicídio por motivo torpe e sem chance de defesa da vítima. No segundo, recém-instalado, a esposa do militar, a também sargento da PM Alda Radine, passou a ser investigada por fraude processual, lesão corporal e denunciação caluniosa.

Radine alegou à polícia que foi importunada sexualmente e agredida fisicamente pelo estudante antes de a confusão que resultou nos tiros começar, motivo que a levou a denunciá-lo formalmente. No entanto, a investigação policial não conseguiu encontrar evidências de que os fatos relatados pela militar aconteceram.

De acordo com informação divulgada pelo G1 Acre neste fim de semana, a Polícia Civil afirmou que já marcou a oitiva de Alda Radine, mas a defesa solicitou uma nova data que teria ficado para o mês de janeiro. O pedido foi atendido e a defesa teria feito uma nova solicitação.

“Ficou marcado para janeiro. Como está dentro do prazo para conclusão do inquérito com relação a ela, segue como investigada. Não será, necessariamente, denunciada por esses delitos, precisamos fazer uma coleta dos elementos para confirmar ou não a situação”, explicou a delegada Carla Ivane de Britto, responsável pelas investigações.

Conduta suspeita

Quando decretou a prisão preventiva do sargento Nery, o juiz Clovis Lodi recomendou que “a autoridade policial analisasse a conduta da esposa do representado que, por ser policial militar, tinha a obrigação legal de prendê-lo em flagrante delito e apresentá-lo ao superior hierárquico ao invés de ajudá-lo a fugir do local”.

O magistrado também registrou que “se não bastasse, a esposa do representado também tinha o dever legal de apreender a arma de fogo utilizada por seu cônjuge na prática delitiva e entregá-la ao superior hierárquico, ao invés de ocultá-la, dificultando o trabalho de investigação policial”.

O sargento Erisson Nery segue preso no Batalhão de Operações Especiais (Bope), em Rio Branco.