3 de junho de 2026

Exame confirma que bebê morreu engasgado com leite após mãe dormir durante amamentação no Acre

Exame confirma que bebê morreu engasgado com leite após mãe dormir durante amamentação no Acre

O laudo do Instituto Médico Legal do Acre (IML) confirmou que a pequena Lorraine Souza Piedade, de apenas um mês de vida, morreu engasgada com leite quando a mãe dormiu durante a amamentação. O caso ocorreu no último dia 15, na zona rural de Acrelândia, interior do Acre.

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Esse resultado já tinha sido apontado no atestado de óbito da menina. No documento constava que a causa da morte havia sido asfixia e broncoaspiração, que é a entrada de substâncias estranhas, tais como alimentos e saliva na via respiratória.

Mesmo com o atestado de óbito, a Polícia Civil abriu uma investigação sobre o caso após ser acionada pelos médicos do hospital da cidade. O delegado Dione dos Anjos Lucas disse, no início dos trabalhos investigativos, que o procedimento era normal por se tratar de uma morte que não foi natural.

Porém, a autoridade policial destacou que os indícios já apontavam para um acidente.

Indiciamento

Com o resultado do laudo do IML, Dione dos Anjos Lucas destacou que vai concluir o inquérito e encaminhar para o Poder Judiciário na próxima semana. Ele falou que a mãe deve ser indiciada por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

“Acredito que já dá para encerrar as investigações”, resumiu.

A tragédia deixou todos da família em choque. No último dia 18, a tia da bebê, Adriana Piedade, falou que os pais da criança estavam muito abalados e preferiam não falar sobre o caso temendo a própria segurança após surgirem boatos de que a menina teria sido agredida.

Ao g1, nesta sexta-feira (25), Adriana disse que a família ainda não foi informada do resultado do laudo sobre a morte da menina, mas destacou que o exame comprovou o que o casal alegou.

“Não sabia que tinha saído. Minha cunhada ainda está na zona rural, meu irmão está melhor, mas ela não. Ela já era apegada à filha, só quer ficar na colônia, mas não quer voltar”, contou.

Adriana ressaltou que a mãe da bebê, Fabiana Lima Souza, segue recebendo ajuda assistencial e psicológica após a morte da menina. O casal, que mora no Ramal do Pelé, zona rural de Acrelândia, tem ainda mais duas filhas, uma de 4 e outra de 2 anos, Lorraine era a caçula.

“Eles vão atender ela lá mesmo. Agora é dar tempo ao tempo. Ela está sofrendo por causa da perda mesmo, no começo sofreu por causa disso [boatos de agressão], mas agora sofre pela filha mesmo”, lamentou.