Início / Versão completa
DESTAQUE

Casal americano é preso após tentar vender segredos nucleares ao Brasil

Por Redação 16/03/2022 22:25
Publicidade

Jonathan e Diana Toebbe foram presos após tentar vender segredos militares ao Brasil sobre a tecnologia dos reatores nucleares usados em submarinos. O engenheiro naval da Marinha dos Estados Unidos e a esposa dele ofereceram informações sobre tecnologia de reatores nucleares a autoridades militares brasileiras, que denunciaram o caso de espionagem ao adido legal do FBI no país.

Publicidade

Para propor o negócio, Toebbe ofereceu milhares de páginas de documentos confidenciais de Washington aos militares, não sem antes analisar os efeitos dos seus próprios atos. De acordo com a reportagem do The New York Times, que revelou o caso nessa terça-feira (15), o casal cogitou vender os segredos para Rússia ou China, mas escolheu o Brasil por não se tratar de um país hostil aos Estados Unidos.

Além disso, ainda de acordo com a reportagem, o casal sabia que o Brasil desenvolve tecnologia de submarinos nucleares desde 1978, sendo assim especularam que o país teria reservas financeiras para aplicar na compra de tais segredos nucleares.

Desenvolvimento

Segundo o NYT, quando Jonathan Toebbe enviou uma carta, em 2020, oferecendo os segredos à agência de inteligência militar brasileira, os militares entraram em contato com o governo americano.

Publicidade

A partir de dezembro daquele ano, um agente disfarçado do FBI passou a conversar com o militar traidor se fazendo passar por oficial brasileiro para conduzir uma falsa negociação com Toebbe. Nesse período, o militar concordou em fornecer assistência técnica ao programa de submarinos nucleares do Brasil, repassando informações confidenciais que ele havia aprendido durante anos trabalhando para a Marinha dos Estados Unidos.

O casal Toebbe foi preso em outubro e se declarou culpado das acusações de espionagem no mês passado. Ele pode pegar até 17 anos e meio de prisão; a esposa, até três anos.

Ainda segundo o jornal americano, embora o governo dos EUA quisesse divulgar para qual país o casal tentou vender os segredos, “as autoridades brasileiras insistiram que sua cooperação não fosse divulgada publicamente”. Um advogado do casal se recusou a discutir o caso antes da sentença, que deve sair em agosto.

Colaboração

Ainda de acordo com a publicação, enquanto a embaixada brasileira se recusou a comentar o episódio, um alto funcionário brasileiro disse que o país cooperou com investigadores americanos por causa da parceria das duas nações e das relações amistosas entre o serviço de inteligência do Brasil e a CIA, que podiam ter sido prejudicados caso o país comprasse os segredos e fosse flagrado.

Procurados pela reportagem, os ministérios da Justiça, da Defesa e o Itamaraty ainda não comentaram o assunto.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.