3 de junho de 2026

Márcia Bittar já foi acusada de ser funcionária fantasma no governo do Amazonas

Márcia Bittar já foi acusada de ser funcionária fantasma no governo do Amazonas

Por Leonildo Rosas

Vendida como professora, a pré-candidata ao Senado Márcia Espinosa Bittar não tem um histórico de frequentar sala de aula e de muito menos de ter muito apreço pelo trabalho.

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Até hoje, não há registro abonadores que dê nota 10 à mulher que, atropelando a tudo e a todos, quer levar um mandato de senadora.

Mas poucas coisas resistem à uma pesquisa no Google.

Foi o que o Portal fez.

Na pesquisa foi descoberto que o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) enviou, em janeiro de 2011, ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), uma Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa contra servidores e ex-servidores do Escritório de Representação do Estado do Amazonas em Brasília, durante o governo do atual senador Eduardo Braga (MDB).

Na ação, o MPE apontou a existência de funcionários ‘fantasmas’ no órgão, durante os anos de 2006 e 2008 e pediu a devolução de R$ 145.759,41 aos cofres públicos.

A ação assinada pelo promotor de Justiça Leonardo Abinader Nobre, apontou que a mulher do então deputado federal Márcio Miguel Bittar (PSDB-AC) recebeu sem trabalhar no escritório, durante 26 meses, um salário de R$ 3.229,77, correspondendo ao valor total de R$ 83.974,02. O promotor pediu a devolução do valor recebido. De acordo com o currículo de Márcia Bittar, ela exerceu a função de assessora parlamentar da representação do Amazonas em Brasília, de 2006 a 2009.

Também foram citados na ação, o então chefe do escritório de representação do Estado em Brasília, Mário Manoel Coelho de Mello, a chefe de gabinete do escritório Alessandra Amora Barchini e a assessora parlamentar Leila Keli da Silva.

De acordo com o MPE-AM, Alessandra Amora Barchini, assim como Márcia Bittar, deixou de comprovar o exercício de seu trabalho durante 19 meses, entre fevereiro de 2006 a setembro de 2008. A ação pediu que Alessandra devolva R$ 61.365,63 recebidos durante o período em que não assinou suas folhas de frequências.