6 de junho de 2026

Saiba quem são os pastores alvos da PF suspeitos de corrupção no MEC

Saiba quem são os pastores alvos da PF suspeitos de corrupção no MEC

Dois pastores centralizam o suposto esquema de favorecimento ilícito no Ministério da Educação (MEC). O caso levou o ex-chefe da pasta Milton Ribeiro a ser preso. Gilmar Santos e Arilton Moura, também alvos da Polícia Federal, são suspeitos por negociar propina.

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O episódio virou um escândalo de corrupção após a divulgação de áudios que mostram os pastores negociando pagamentos ilícitos em ouro e até mesmo em compra de Bíblias.

Gilmar dos Santos é líder do Ministério Cristo para Todos, braço da Assembleia de Deus, com sede em Goiânia.
Gilmar dos Santos diz ter mais de 40 anos como pastor. Santos também é presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros de Assembleias de Deus no Brasil Cristo para Todos.

O vínculo com o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) é anterior à chegada de Ribeiro ao Ministério da Educação.

Já Arilton Moura é assessor de Assuntos Políticos da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros de Assembleias de Deus no Brasil Cristo para Todos.

Moura é apresentado, em registros oficiais do governo, com o cargo de secretário nacional da entidade.

Em 2018, ocupou o cargo de secretário extraordinário para Integração de Ações Comunitárias, no governo Simão Jatene, no Pará.
A prisão
A Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, na manhã desta quarta-feira (22/6), em operação que investiga esquema de corrupção envolvendo pastores evangélicos durante a gestão dele à frente do MEC.

A operação investiga o esquema de favorecimento em liberação de verbas do MEC para prefeituras ligadas aos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, ambos integrantes da Assembleia de Deus e sem nenhum cargo na pasta. Os dois também são alvo de investigação da PF.

A atuação incluiria pedidos de propina de um líder religioso a um prefeito para facilitar acesso a recursos da pasta. Para agilizar o direcionamento de fundo orçamentário proveniente do ministério, o pastor Arilton Moura teria solicitado R$ 15 mil e 1 kg de ouro ao prefeito do município de Luís Domingues (MA), Gilberto Braga (PSDB).

Na manhã desta quarta-feira (22/6), o Ministério da Educação afirmou, em nota, que vai colaborar com as investigações e que o governo federal “não compactua com qualquer ato irregular”. A sede da pasta, em Brasília, foi alvo de buscas da Polícia Federal.