
A Polícia Civil de São Paulo (PCSP) cumpriu, nessa quarta-feira (20/7), mandado de busca e apreensão na mansão abandonada, retratada no podcast ‘A Mulher da Casa Abandonada’, da Folha de S.Paulo. Entretanto, a ação causou incômodo nas redes sociais. Usuários afirmam que toda a repercussão está transformando em vítima Margarida Bonetti, residente do casarão e foragida do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos.
O objetivo da operação, segundo a polícia, seria avaliar se Margarida, moradora da mansão abandonada localizada em Higienópolis, em São Paulo, foi vítima de abandono de incapaz ou se a mulher sofre de distúrbio psiquiátrico.
Durante a ação, os agentes tiveram que entrar no imóvel por uma janela, já que Margarida não autorizou a entrada. Luisa Mell, em nome do seu instituto de assistência aos animais e meio ambiente, também estava no local e fez uma live nas redes sociais mostrando detalhes da operação.
A atitude de Luisa Mell e a cobertura do caso foram alvo de críticas nas redes sociais. Os internautas passaram a denominar a situação de “circo”, afirmando que o sensacionalismo pretendia vitimizar uma criminosa.
O caso incomodou tanto os ouvintes do podcast, quanto as pessoas que não tinham conhecimento sobre a história, alegando que o foco deixou de ser um crime e passou a ser o mistério da casa abandonada, em que Margarida se tornou um personagem e, na perspectiva de alguns, mártir da sociedade.

Um usuário do Twitter chega a relacionar o caso com um dos episódios da série “Black Mirror”, que retrata a sociedade do espetáculo. O capítulo também discute sobre as pessoas que desejam fazer justiça com as próprias mãos.


