3 de junho de 2026

Na Fiesp, Ciro defende teto salarial de servidores públicos, chama Congresso de ‘caso de polícia’

Na Fiesp, Ciro defende teto salarial de servidores públicos, chama Congresso de ‘caso de polícia’

Candidato do PDT à presidência da República foi recebido por mais de 300 empresários do setor industrial na capital paulista.

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O candidato à presidência da República Ciro Gomes (PDT) foi recebido por mais de 300 empresários do setor industrial na sede da Fiesp, na capital paulista. Logo no início da sabatina, o ex-ministro afirmou que o Estado de São Paulo é a grande saída para superar a crise econômica do país. “Se a liderança paulista não compreende isso, o Brasil fica órfão. Não será o meu Ceará que vai liderar a revolução ideológica que precisamos estabelecer no país”, afirmou o político. Ciro também falou sobre a reforma da previdência e defendeu a estipulação de um teto para o funcionalismo público federal para equilibrar as contas do governo.

“Para os novos trabalhadores, nós vamos criar um sistema de repartição com teto de gastos… Que é para todo mundo: servidor público, servidor privado ou regime geral. Isso para unificar a previdência, seja ministro, seja supremo, seja procurador, uma previdência pública só com regime de repartição com teto”, explicou o candidato. Por enquanto, Ciro Gomes ainda não definiu quem vai ocupar a posição de vice nas eleições de outubro. Em uma conversa à reportagem da Jovem Pan News, o político garantiu que prefere uma mulher e que já passou este entendimento ao Diretório Nacional do PDT. A senadora Leila do Vôlei (PDT) tem sido o nome mais comentado dentro da legenda para compor a chapa presidencial. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, chegou a descartar o nome dela por ser uma grande concorrente na disputa pelo governo do Distrito Federal , mas não descartou essa mudança repentina em cima da hora.

A respeito da atuação do Congresso Nacional em apoiar pautas do presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-governador do Ceará afirmou que o parlamento brasileiro é “caso de polícia”: “O [Arthur] Lira, presidente da Câmara, e o Rodrigo [Pacheco], meu amigo presidente do Senado, trazem os colegas perto e começam. Agora na véspera de fechar o prazo eleitoral abriram uma sala secreta para distribuir o Orçamento Secreto. Aí o deputado diz: ‘Eu quero fazer uma escola na minha cidade’. Aí o cara bota lá quanto que custa a escola e bota 500 mil pro cara fazer uma escola no lugar dele. Ele não tem a obrigação de botar que pediu, nem qual foi a escola e nem aonde, por isso secreto. Portanto, se roubarem metade ou não fizerem a escola e botarem tudo no bolso o Tribunal de Contas não vai saber. Isso foi legalizado no Brasil!”.

Questionado sobre os outros concorrente ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes falou sobre um possível apoio do MDB com o PT e defendeu Simone Tebet, que tem sido criticada por grandes nomes de seu partido: “Não defendo a Simone como modelo de governança política, mas porque ela parece ser uma pessoa decente e diferente do Lula e do Bolsonaro, que não me parecem serem pessoas decentes vendo o que eu estou vendo. A minha denúncia não tem nada a ver com a vida da Simone Tebet, que é uma ilustre adversária, embora amiga, a minha denúncia é contra o comportamento antidemocrático do Lula”.