4 de junho de 2026

TSE proíbe porte de armas em locais de votação nos dois turnos da eleição

TSE proíbe porte de armas em locais de votação nos dois turnos da eleição

O plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou nesta terça-feira por unanimidade uma restrição ao porte de armas nos dias das eleições deste ano. Pela decisão, o porte de armas de fogo será proibido nas seções eleitorais e no perímetro de 100 metros nas 48 horas que antecedem pleito e nas 24 horas seguintes. A exceção a essa delimitação será feita às forças de segurança que estiverem trabalhando.

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A questão do porte de armas foi tratada em uma consulta, relatada pelo ministro Ricardo Lewandowski, apresentada por deputados da oposição no início de julho. A questão foi encaminhada ao TSE após um agente penal bolsonarista matar a tiros um guarda municipal petista em Foz do Iguaçu, durante uma festa de aniversário com temática voltada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em seu voto, o ministro destacou uma preocupação com o aumento da polarização e da violência política, e citou o episódio ocorrido em 6 de janeiro de 2021 nos Estados Unidos, quando apoiadores de Donald Trump invadiram o Capitólio. O ministro também mencionou o crescimento do número de armas de fogo em posse de Caçadores, Atiradores e Colecionadores, os chamados CACs.

“Não vejo como deixar de constatar que ao quadro de aumento da violência e da polarização, soma-se a não menos preocupante ampliação da posse e circulação de armas de fogo em todo o território nacional. São alarmantes os números concernentes ao número de armas de fogo em posse da população”, disse o ministro.

Afirmou ainda Lewandowski:

“Nunca é demais lembrar, a propósito, que as eleições constituem, antes de mais nada, uma solenidade cívica, presidida por autoridades civis, em que o povo soberano é instado a manifestar de forma pacífica as suas preferências políticas. Armas e votos, portanto, são elementos que não se misturam.”

Na consulta, os deputados pediam a “proibição da circulação de pessoas portando armas e a entrada nos locais de votação e sessões eleitorais”. O argumento é que a segurança do processo eleitoral, dos eleitores e dos candidatos estão “sob elevado risco, inclusive de vida, num momento em que se agudizam as ameaças e os ataques da turba ensandecida”, conforme o texto. A proposta aprovada pelo TSE nesta terça-feira atualizou uma resolução que já estava em vigor e passou a delimitar que: “no período de preparação e conclusão das eleições, não será admitido o porte de armas nas seções de votação, nem nos locais especialmente tutelados pela lei eleitoral, vedação que se estende a uma área com um raio de cem metros de seu entorno”.